Mais de 16 mil pessoas informaram não ter moradia em Belo Horizonte, segundo dados do CadÚnico de 2026. O número de pessoas da população de rua na capital chegou a 16.115, crescimento de 36% em relação aos 11.858 registrados há cinco anos. Atualmente, a rede de acolhimento temporário da cidade conta com 1,2 mil vagas, o que representa menos de 8% da demanda identificada no levantamento.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
O que a Prefeitura tem feito
A Prefeitura de BH reconhece o aumento na procura pelos serviços voltados à população de rua e informou que novas estruturas foram criadas em 2026.
Duas novas unidades de acolhimento foram inauguradas, sendo uma voltada para migrantes e outra destinada ao atendimento de famílias. Para pernoite, as pessoas em situação de rua contam com um albergue no bairro Floresta e um abrigo no bairro Primeiro de Maio.
Já durante o dia, podem acessar os cinco Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centro Pop), localizados nos bairros Barro Preto, Lagoinha e Floresta, onde há refeições, lavanderia, banho e apoio para emissão de documentos.
População de rua de BH tem endereço social por Lei
A Lei 12.081/2026, publicada em 22 de julho no Diário Oficial do Município, passou a permitir que pessoas em situação de rua em BH utilizem o endereço dos abrigos municipais para realizar cadastros em benefícios sociais, receber encomendas e correspondências, além de outros fins similares.
A medida promove a dignidade e inclusão social destas pessoas, facilitando o acesso a direitos básicos e ajudando na reintegração social e recolocação profissional.