Uma mulher de 40 anos foi presa em flagrante em Belo Horizonte após simular o próprio sequestro e pedir R$ 14 mil à família como suposto resgate. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ela se passou por criminosos exigindo o pagamento da quantia por mensagens para o marido e irmãs. A suspeita foi localizada em um hotel da capital após dois dias de investigação. Nesta quarta-feira (26), a Justiça concedeu liberdade provisória mediante monitoração eletrônica.
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Como a farsa do sequestro foi descoberta
O caso chegou à polícia no domingo (23), quando familiares da mulher procuraram as autoridades depois de receberem mensagens de pedido de socorro. Na sequência, os parentes receberam novas mensagens com a exigência de R$ 14 mil para que a suposta vítima fosse libertada.
Diante da denúncia, equipes da Delegacia Especializada em Antissequestro iniciaram as buscas e realizaram diligências em Belo Horizonte, Congonhas e Conselheiro Lafaiete. Mas, durante a apuração, os investigadores passaram a identificar inconsistências na versão apresentada aos familiares.
De acordo com a Polícia Civil, o rastreamento dos deslocamentos da mulher ajudou a desmontar a história. Enquanto afirmava estar sob poder de sequestradores, ela circulava pela Região Central da capital e chegou a entrar em uma loja de departamentos para fazer compras.
As imagens das câmeras de segurança do estabelecimento foram analisadas pelos investigadores e contribuíram para confirmar que a mulher não estava na situação de cárcere relatada aos familiares.
A suspeita foi encontrada em um hotel no centro de BH e presa em flagrante por extorsão. A Polícia Civil informou que ela estava sozinha no local e ainda mantinha contato com os familiares na tentativa de receber o dinheiro solicitado.
Além disso, ela teria utilizado contas bancárias de terceiros para tentar receber o valor exigido, envolvendo outras pessoas na ocorrência.
Justiça concedeu liberdade provisória
A mulher passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (26), quando a Justiça concedeu liberdade provisória com uso de monitoração eletrônica. A decisão estabeleceu uma série de medidas cautelares que deverão ser cumpridas pela investigada enquanto o processo continua.
Entre as determinações estão o recolhimento domiciliar durante a noite em dias úteis, além da permanência em casa durante todo o período de finais de semana e feriados. A suspeita também deverá comparecer mensalmente à Justiça para acompanhamento do caso.