Geral

Vacinação antirrábica começa na zona rural de Araxá

Quatro equipes percorrem fazendas do município até 25 de setembro.

3 min de leitura
Cachorro recebendo vacinação antirrábica.
Foto: Banco de Imagens/Canva

A campanha de vacinação antirrábica na zona rural de Araxá começou nesta segunda-feira, 31 de agosto, com quatro equipes da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde percorrendo diferentes regiões do município. A ação acontece diretamente nas propriedades rurais e segue até 25 de setembro, quando está prevista a conclusão dessa etapa.

✅ Siga o nosso canal no WhatsApp

Nos primeiros dias, as equipes passam por regiões como Miguelinho, Barra do Entrecosto, Fazenda Morro Alto e Córrego Fundo. O roteiro é atualizado diariamente conforme o andamento dos trabalhos, e a orientação é que os moradores acompanhem a divulgação das localidades atendidas a cada dia para não perder a passagem das equipes por sua região.

Durante a passagem das equipes pelas propriedades, os tutores não precisam apresentar nenhum documento para vacinar seus animais. O cartão de vacinação é preenchido e entregue no próprio momento da aplicação.

A recomendação é que o responsável pelo animal facilite a entrada nas fazendas, mantendo as porteiras abertas para o acesso dos profissionais, além de acompanhar o procedimento e fazer a contenção do cão ou gato durante a aplicação da dose.

Essa contenção feita pelo próprio tutor ajuda a evitar que o vacinador precise segurar o animal sozinho, reduzindo o risco de acidentes durante a aplicação. A orientação vale tanto para cães quanto para gatos, principais alvos da campanha na zona rural.

Por que a vacinação antirrábica é importante

A raiva é uma zoonose que afeta mamíferos e pode ser transmitida às pessoas principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhaduras ou lambeduras. A doença tem letalidade próxima de 100% depois do início dos sintomas, o que torna a prevenção a única estratégia realmente eficaz contra ela.

No ambiente rural, o risco fica ainda mais evidente, já que cães e gatos podem ter contato com morcegos e outros animais silvestres, criando uma possível ponte entre o ciclo selvagem da doença e as pessoas.

Entre 2010 e 2026, o Brasil registrou 54 casos de raiva humana, a maior parte deles ligada à transmissão por morcegos. O país não registra casos de raiva humana transmitida por cães desde 2015, resultado atribuído em boa parte às campanhas contínuas de vacinação antirrábica realizadas em todo o território nacional.

Vacinação antirrábica segue calendário em outras cidades de MG

Araxá não está sozinha nesse movimento. Diversos municípios mineiros também deram início, ao longo de agosto e início de setembro, à 39ª Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica Animal 2026.

Em Uberlândia, a etapa rural já imunizou mais de 15 mil animais, superando a meta inicial estabelecida pela Secretaria de Saúde. A cidade também registrou, neste ano, oito casos positivos de raiva em morcegos, reforçando a importância de manter os animais domésticos vacinados.

Outros municípios, como Poços de Caldas, Patos de Minas e Botumirim, também organizaram cronogramas específicos para a zona rural neste período, geralmente com início nas propriedades mais afastadas antes de avançar para os bairros urbanos.

O modelo se repete porque as áreas rurais concentram maior contato entre animais domésticos e a fauna silvestre, principal fonte de transmissão do vírus atualmente no país.

Conteudos relacionados

Visão de cima de onde serão produzidas vacinas de RNA.

Geral

UFMG cria centro para vacinas de RNA contra malária e câncer

Mulher segura celular com aplicativo da Receita Federal aberto para consultar a restituição do Imposto de Renda 2026

Economia

Receita paga último lote do imposto de renda nesta segunda (31); veja como consultar

Vista aérea do aeroporto de Confins, com pistas, terminais e área de estacionamento

Geral

Após 20 anos, táxis de BH são autorizados a realizar viagens no Aeroporto de Confins