O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) emitiu uma recomendação para reforçar o controle sobre a produção, comercialização e plantio de mudas de café em Manhuaçu e região após a identificação de nematoides do gênero Meloidogyne spp. O documento foi assinado em 15 de setembro pelo promotor Alexandre Figueiredo Morato, da 6ª Promotoria de Justiça de Manhuaçu, com base em informações encaminhadas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
Ele é direcionado aos proprietários de viveiros de mudas de café, responsáveis técnicos, Sindicato dos Produtores Rurais e cafeicultores da região.
Segundo a recomendação, no final de 2025, foram encontrados nematoides em amostras de raízes de mudas do Viveiro do Abel Ltda., em Manhuaçu. O lote identificado como contaminado não foi descartado e acabou sendo comercializado.
Como o parasita ataca as mudas de café
O nematoide age no sistema radicular das plantas, provocando enfraquecimento e morte das raízes, queda na produção e risco de disseminação para outras áreas.
Segundo nota técnica do IMA citada pelo MPMG, as mudas de café infestadas são um dos principais meios de disseminação dos fitonematoides a longas distâncias e a praga pode causar perdas de até 30% na produtividade das lavouras afetadas.
O que os viveiros e cafeicultores devem fazer
O MPMG recomenda que os viveiros comercializem apenas mudas de café acompanhadas de certificação fitossanitária e laudos laboratoriais negativos para o parasita. Lotes contaminados devem ser descartados e destruídos, com comunicação imediata ao IMA.
Para os cafeicultores, as orientações são exigir nota fiscal e Permissão de Trânsito Vegetal (PTV) na compra das mudas, evitar qualquer material sem comprovação fitossanitária e realizar análise do solo antes da implantação de novas lavouras.
Com exceção dos cafeicultores, os destinatários da recomendação têm 10 dias úteis após a notificação para responder ao MPMG e informar as providências adotadas.