Pela primeira vez no Brasil, a Coca-Cola Zero Cafeína tem previsão de chegar às gôndolas antes do fim de setembro, sem açúcar, sem cafeína e sem calorias.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
A empresa prevê lançar o produto em latas de até 350 ml, com distribuição para todo o país. Formatos maiores só devem aparecer nas prateleiras em 2027.
A nova versão chega em lata preta e dourada. A mudança estética não é acidental. A Coca-Cola quer marcar território em um segmento que as embalagens vermelhas tradicionais não cobrem, o de eventos noturnos e encontros sociais.
Raquel Ribeiro, diretora de Marketing da Coca-Cola Brasil, disse à CNN Brasil que “a bebida foi desenhada especificamente para atender a esta necessidade” do consumidor que evita a cafeína à noite. Em entrevista ao Valor Econômico, ela acrescentou que pesquisas internas mostraram alta disposição dos brasileiros para experimentar o produto e baixo índice de recusa. A marca já avaliava o lançamento no país pelo menos desde 2025.
Pré-lançamento acontece no Rio Gastronomia
O festival Rio Gastronomia, sediado no Jockey Clube Brasileiro, na zona sul do Rio de Janeiro, oferece degustação do produto até 4 de outubro. É a primeira chance de o público brasileiro experimentar a bebida antes do início das vendas.
A estratégia publicitária oficial só entra no ar em outubro. A agência WPP conduz a campanha, que inclui mídia em espaços externos e parcerias com influenciadores digitais.
Brasil estreia a Coca-Cola Zero Cafeína na América Latina
O produto já circulava na Europa e na Austrália. A Espanha foi o país pioneiro no lançamento, há 16 anos, bem antes de a bebida chegar ao continente latino-americano.
O Brasil é o maior mercado global em vendas de Coca-Cola Zero e o quarto maior consumidor da Coca-Cola Company no mundo, o que explica a prioridade no calendário regional. A bebida chega ao Chile e México ainda em 2026. Argentina e Uruguai ficam para o ano seguinte.
O lançamento ocorre em meio a resultados acima das estimativas. No segundo trimestre de 2026, a receita chegou a US$ 13,37 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, acima do que analistas de mercado projetavam. A Copa do Mundo de 2026 contribuiu para o desempenho no período. Para o ano, a empresa projeta crescimento de cerca de 5% na receita e ganho de 9% a 10% no lucro por ação.