Regional Economia

Noruegueses inauguram usina de R$ 439 milhões em MG

Com 142 MW de capacidade, a usina solar deve abastecer cerca de 120 mil lares ao ano no sertão mineiro

2 min de leitura
Vista aérea da usina solar em MG Rio Urucuia, no Vale do Jequitinhonha, com painéis fotovoltaicos instalados no sertão mineiro
Foto: Scatec/Divulgação

Uma usina solar foi inaugurada nesta quarta-feira (16) no Vale do Jequitinhonha, no sertão mineiro, com investimento de R$ 439 milhões. 

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A Rio Urucuia já estava em operação há dois meses quando a cerimônia foi realizada. Terceira usina solar da multinacional Scatec no Brasil, é também a primeira erguida inteiramente com capital próprio da norueguesa e o primeiro empreendimento do tipo em solo mineiro.

Usina solar em MG vai produzir 321 GWh por ano

Com 142 megawatts (MW) de capacidade instalada e 202 mil módulos fotovoltaicos, a Rio Urucuia deve gerar 321 gigawatts-hora (GWh) por ano. Segundo a Scatec, esse volume equivale ao consumo de cerca de 120 mil lares e deve reduzir em 21 mil toneladas as emissões de CO₂ ao ano.

A operação dos painéis é monitorada por drones e sensores que medem temperatura, radiação e sujeira acumulada nos módulos. O sistema de controle responde em tempo real às demandas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A entrada da Rio Urucuia eleva a 835 MW a geração total da Scatec no Brasil. As outras duas plantas da companhia no país ficam no Rio Grande do Norte e no Ceará, em Mendubim (Assú) e Apodi (Quixeré), e foram erguidas com sócios locais.

A Statkraft, estatal norueguesa de energia renovável, vai absorver aproximadamente 75% da geração da usina via contrato de compra e venda de energia com duração de dez anos. A fatia restante seguirá para contratos mais curtos ou para o mercado de curto prazo.

Scatec estuda expansão com eólicas

O diretor da Scatec no Brasil, Aleksander Skaare, afirmou ao portal O Tempo que a companhia estuda entrar no segmento de usinas eólicas para diversificar os investimentos, com foco no Nordeste. “Minas Gerais continua sendo um estado interessante para nós, mas temos interesse em avaliar uma eólica para diversificar. Tem vários estados no Brasil que são interessantes e vamos avaliar projeto por projeto”, disse o executivo.

A empresa projeta operar o empreendimento por pelo menos 30 anos.

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