As canetas emagrecedoras, medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, serão distribuídas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A condição é ter obesidade, com prescrição médica e acompanhamento por especialistas. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quinta-feira, em visita a Montes Claros (MG) ao lado do presidente Lula.
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O Ministério da Saúde conduz o estudo Real-Bari no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), para definir as diretrizes da distribuição nacional. A oferta em rede pública depende da conclusão desse estudo.
Quem pode receber as canetas emagrecedoras no SUS
O estudo envolve 250 pacientes divididos entre quem aguarda cirurgia bariátrica, quem tem obesidade associada a doenças do coração e mulheres com histórico de câncer de mama.
Para o grupo bariátrico, o objetivo é verificar se o medicamento controla a obesidade sem a necessidade da cirurgia. Nos demais, o foco é a redução de complicações cardíacas e do risco de retorno do câncer.
O primeiro paciente incluído no estudo, em junho, registrou perda de seis quilos e redução da circunferência abdominal, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
Preço das canetas emagrecedoras cai com chegada dos genéricos
Com a expiração da patente da semaglutida em 2026, o mercado nacional abriu espaço para a produção de versões genéricas. O Brasil já tem 14 produtos dessa classe registrados, e o valor caiu de até R$ 2.000 para entre R$ 300 e R$ 400 nas farmácias.
Em nota publicada pelo Ministério da Saúde, Padilha afirmou que as canetas emagrecedoras no SUS não serão incorporadas como um “milagre estético”, mas como tratamento médico vinculado a indicação clínica e acompanhamento contínuo.