A força do temporal que atingiu Três Corações, no Sul de Minas, levou a Prefeitura a decretar situação de emergência nesta quinta-feira (17). A medida foi tomada dois dias depois da tempestade, que provocou estragos em diferentes pontos do município e mobilizou equipes de atendimento.
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Segundo a Defesa Civil, mais de 700 chamados foram registrados na terça-feira (15), data da chuva. Desde então, os trabalhos estão concentrados principalmente na retirada de árvores, limpeza das ruas e assistência aos moradores afetados.
Tempestade deixou casas destelhadas e famílias desalojadas
O balanço divulgado pela Defesa Civil aponta 350 residências destelhadas e mais de 503 pessoas atingidas pelos efeitos do temporal. Três famílias precisaram deixar suas casas e estão temporariamente hospedadas na residência de parentes.
Entre os locais que registraram mais danos está o bairro Santa Tereza, especialmente na região da Avenida Duque de Caxias, com uma das frentes de trabalho dedicada à retirada de eucaliptos atingidos pela tempestade.
Equipes municipais trabalham na remoção de galhos e na poda de árvores que foram danificadas pela chuva e pelos ventos. A região também conta com o apoio de uma empresa privada, que atua para restabelecer o sinal de internet afetado pelos estragos.
Os danos, entretanto, não ficaram restritos às áreas residenciais. O prédio da Câmara Municipal também foi afetado, com problemas registrados no teto da parte interna.
Outras cidades de Minas também decretaram emergência
Três Corações não foi o único município mineiro a adotar a situação de emergência após os temporais dos últimos dias.
Em Delfinópolis, também no Sul de Minas, produtores rurais enfrentam prejuízos provocados pela tempestade. Plantações de banana foram atingidas, e há relatos de perdas que ultrapassam R$ 500 mil.
Outros municípios mineiros também recorreram à medida após episódios de granizo e chuvas intensas. Sacramento e Diamantina estão entre as cidades que decretaram emergência, com os respectivos decretos assinados nos dias 16 e 17 de setembro.
A medida permite que as administrações municipais adotem ações emergenciais diante dos danos provocados pelos eventos climáticos e concentrem esforços no atendimento à população e na recuperação das áreas atingidas.