Um novo rompimento de uma adutora da Copasa agravou a falta de água em BH na segunda-feira (7), feriado da Independência. A tubulação cedeu no bairro Milionários, na Região do Barreiro, e os estragos se espalharam por ruas vizinhas.
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O impacto assustou moradores ainda na madrugada. A pressão da água abriu uma cratera no asfalto da Rua Caetano Pirri, inundou ruas inteiras e causou alagamentos até a Avenida Olinto Meireles e as proximidades da Via do Minério. Técnicos da companhia chegaram ao local por volta das 3h e seguiram com os trabalhos ao longo do dia.
Entre os estabelecimentos atingidos pela enxurrada estava a academia Mergulho, no mesmo bairro. A proprietária, Flávia Figueiredo Ventura, mobilizou sete funcionários para a faxina emergencial, todos com hora extra e adicional de feriado. A meta era retomar as atividades na madrugada desta terça. A companhia havia assumido a responsabilidade pela limpeza do espaço, mas a equipe da Copasa removeu apenas a camada mais grossa da lama até as 18h20 de segunda, segundo relatou Flávia ao O Tempo. Danos estruturais, incluindo a piscina, ainda não tinham sido totalmente dimensionados.
Ao todo, 65 bairros do Barreiro e da Região Oeste ficaram com abastecimento cortado. A Copasa informou, em boletim divulgado na tarde de segunda, que 80% do conserto já havia sido executado e que a previsão era concluir o reparo ainda no feriado. Às 18h20, 44 mil imóveis ainda eram afetados. A retomada do fornecimento deve ocorrer de forma gradual durante a manhã desta terça (8), com as regiões mais altas podendo demorar mais.
Caminhões-pipa atenderam hospitais e UPAs durante falta de água
Enquanto o conserto não era finalizado, caminhões-pipa foram direcionados com prioridade a hospitais, UPAs e outros serviços essenciais. A empresa pediu que quem já tivesse água nos reservatórios reduzisse o consumo ao necessário para acelerar o reabastecimento das áreas mais elevadas e pontas de rede.
BH acumula três rompimentos de adutora em menos de 20 dias
O episódio de ontem foi o terceiro envolvendo adutoras da capital desde 19 de agosto. Naquela data, uma tubulação de grande porte cedeu no bairro Nova Granada e cortou o abastecimento de 42 bairros. A normalização levou 18 dias e só ocorreu em 5 de setembro.
Menos de uma semana depois, em 1º de setembro, outro ponto da rede rompeu no Barreiro, comprometeu uma Estação de Tratamento de Água na Rua Joaquim de Figueiredo e chegou a derrubar parte de um muro. Unidades escolares suspenderam atividades por causa dos estragos.
Em 2 de setembro, após encontro com a presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, o prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil), cobrou prazo para resolver a crise. “Eu entendo as dificuldades da Copasa, mas nós não podemos ficar entendendo para o resto da vida”, afirmou ao Metrópoles. Ele disse que moradores da Região Oeste já acumulavam pelo menos 12 dias sem fornecimento regular e que a prefeitura mantinha caminhões-pipa em circulação como saída emergencial.