O Anel Rodoviário de Belo Horizonte, com passagem de cerca de 150 mil veículos por dia, está mais perto de receber até R$ 1 bilhão em obras. O projeto foi aprovado em 1º turno na Câmara Municipal em junho. Nesta sexta-feira (14), a Comissão de Orçamento e Finanças Públicas realizou audiência pública para detalhar as intervenções antes da votação final.
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O secretário de Obras e Infraestrutura, Leonardo Gomes, explicou que o empréstimo, solicitado pela prefeitura, servirá para desobstruir pontos críticos de congestionamento e aumentar a capacidade da via. Ele acrescentou que a Secretaria de Obras já tem projetos e licitações em preparação para que o canteiro seja aberto logo após a chegada dos recursos.
O vereador Diego Sanches, durante a audiência, afirmou que o Anel Rodoviário “mata mais do que dez avenidas juntas em Belo Horizonte” e pediu que a votação aconteça o mais rápido possível.
Obras no Anel Rodoviário de BH estão previstas para 2027
Em 2027, a previsão é entregar passarelas nos bairros Madre Gertrudes, Vila Bernadete e São Francisco, além de uma das duas novas áreas de escape previstas no projeto. O viaduto São Francisco entra no calendário de ampliação para os primeiros meses de 2028.
Os trechos que concentram as prioridades são o Pontilhão da Linha Férrea, no bairro Betânia, e as avenidas Teresa Cristina e Amazonas. Obras nas avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado dependem de projetos que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deve repassar à prefeitura até setembro.
Juros de 5% e quatro etapas até a liberação dos recursos
O endividamento de Belo Horizonte registrou 10,14% tanto em 2024 quanto em 2025, patamar distante do teto legal de 120%. A informação foi apresentada por Lucas Maciel Marques Rodrigues, da Secretaria Municipal de Fazenda, que estimou a taxa de juros do empréstimo em cerca de 5%.
O PL tramita em 2º turno na Câmara e aguarda o parecer da Comissão de Orçamento e Finanças sobre as emendas recebidas antes de voltar ao plenário. A aprovação requer o voto favorável de pelo menos dois terços dos parlamentares, número equivalente a 28 vereadores.
Com a aprovação na Câmara, o projeto segue para a Comissão de Financiamento Externo (Cofiex), ligada ao Ministério da Fazenda. Na sequência, passa pela Secretaria do Tesouro Nacional e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, chegando ao Senado Federal como última instância antes da liberação do crédito.