O Poviztra, caneta injetável para tratar a obesidade, acaba de ganhar uma dose mais alta no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a aprovação no Diário Oficial da União nesta segunda-feira.
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O medicamento passa a poder ser usado em até 7,2 mg por semana. Antes, o limite era 2,4 mg semanais.
Com isso, ele chega ao mesmo nível de potência do Wegovy, mas com preço menor nas farmácias.
Quem pode usar o Poviztra na dose mais alta
O médico só pode indicar os 7,2 mg semanais para adultos com obesidade grave que usaram 2,4 mg por pelo menos quatro semanas sem resultado suficiente.
O critério de obesidade grave, neste caso, é ter índice de massa corporal (IMC) acima de 30, o que equivale, por exemplo, a uma pessoa de 1,70 m pesando mais de 87 kg.
A aplicação funciona assim: três injeções de 2,4 mg no mesmo dia, em pontos diferentes da pele, uma vez por semana. Se o paciente não tolerar ou não tiver resultado adicional, o médico volta à dose menor.
Perda de peso de quase 19% nos estudos
A Anvisa baseou a aprovação nos estudos STEP UP, que acompanharam 1.407 adultos com obesidade por 72 semanas. Quem usou 7,2 mg perdeu em média 18,7% do peso corporal. O grupo que ficou em 2,4 mg perdeu 15,6%. No grupo placebo, a perda foi de 3,9%.
A dose maior também aumentou o número de pacientes com perdas acima de 20% e 25% do peso. Em contrapartida, os efeitos colaterais gastrointestinais foram mais comuns nesse grupo.
R$ 305 de diferença por mês em relação ao Wegovy
O Poviztra e o Wegovy são fabricados pela mesma empresa, a Novo Nordisk. No Brasil, o Poviztra é distribuído em parceria com a Eurofarma, laboratório nacional.
O tratamento mensal com Wegovy custa cerca de R$ 1.749. O Poviztra sai por R$ 1.444, uma diferença de R$ 305 por caneta. Os valores podem variar conforme a farmácia, a região e eventuais descontos.