Economia Geral

Insulina e caneta emagrecedora têm venda proibida pela Anvisa

Proibição de insulina mira empresa sem endereço físico, e dois sites de peptídeos têm comercialização bloqueada

2 min de leitura
Mão segurando seringa e ampola no contexto em que Anvisa proíbe insulina irregular no Brasil
Foto: Mikhail Nilov/Pexels

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira (6) a proibição de insulina e tirzepatida irregulares no país. A medida foi publicada no Diário Oficial da União. No alvo, uma empresa sem autorização sanitária e dois sites que vendiam produtos sem registro.

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Sites vendiam canetas emagrecedoras sem registro

A agência bloqueou o site peptideospro.com, acusado de comercializar peptídeos sem registro. Os produtos incluíam uma versão de tirzepatida, substância que imita a ação do hormônio GLP-1 e integra o grupo das chamadas canetas emagrecedoras.

O site peptideosdobrasil.com.br também foi interditado. Os itens lá anunciados não tinham notificação nem registro junto à Anvisa, e nenhum fabricante foi identificado.

A restrição cobre toda a cadeia, de pessoas físicas a empresas e veículos de comunicação. Nenhum dos itens pode ser anunciado, vendido ou consumido:

  • BPC157 & TB500 40 mg (Alluvi Healthcare)
  • NAD+ 1000 mg (Synedica Labs)
  • Tirzegen 60 mg Tirzepatida (Oxygen Pharm)
  • Retagen 40 mg Retatrutide (Oxygen Pharm)
  • Glow GHK-CU 70 mg (Alluvi Healthcare)
  • Retatrutide 40 mg (Alluvi Healthcare)

Anvisa proíbe insulina de empresa sem autorização sanitária

A proibição de insulina atinge todos os lotes de insulina glargina 3 mL/100 UI da Costa Mar Comércio Licitatório Ltda. A empresa teria operado sem Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), conforme apuração da Anvisa.

Agentes da vigilância sanitária de Petrópolis (RJ) foram ao local no início de setembro e não encontraram a empresa no endereço registrado. O ponto também não contava com autorização sanitária válida. 

Janssen e Halex Istar têm lotes recolhidos

A agência também suspendeu o lote JNYJ1201 do antibiótico Imaavy 300 mg, da Janssen-Cilag Farmacêutica, após a própria fabricante comunicar o recolhimento voluntário do produto. A Janssen-Cilag apontou risco de fragmentos de vidro nos frascos desse lote.

O lote 0000207107 do Lizbi 2 mg/ml, da Halex Istar Indústria Farmacêutica SA, também foi recolhido. A causa registrada é uma falha de vedação que resultou na perda de esterilidade do produto.

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