Política Geral

Simões propõe rever benefícios fiscais em Minas Gerais, entenda quais são

Governador protocolou três projetos de lei na ALMG que também criam fundo de infraestrutura e taxam extração mineral.

3 min de leitura
Pepita de ouro, um dos pontos principais dos benefícios fiscais em Minas Gerais.
Foto: Banco de Imagens/Pixabay

O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), protocolou nesta sexta-feira (18) três projetos de lei na Assembleia Legislativa (ALMG) que mexem diretamente na política tributária do estado.

✅ Siga o nosso canal no WhatsApp

Um deles abre caminho para a revisão de benefícios fiscais em Minas Gerais concedidos a empresas, enquanto os outros dois criam uma nova fonte de recursos para infraestrutura, cobrada de quem extrai riquezas minerais do estado sem processá-las em território mineiro.

Segundo o governador, a data de apresentação dos projetos segue o calendário legal, e não o calendário eleitoral.

Minas Gerais tem uma regra própria que exige 90 dias de antecedência para que mudanças tributárias entrem em vigor, e esta sexta-feira era o último dia possível para protocolar as propostas ainda em 2026.

Como funciona a revisão de benefícios fiscais em Minas Gerais

O primeiro projeto, chamado por Simões de “o início do fim dos subsídios” no estado, autoriza o governo a interromper, cancelar ou reduzir qualquer regime especial de tributação hoje em vigor em Minas Gerais.

De acordo com o governador, cerca de 65% dos benefícios fiscais concedidos no estado exigem algum tipo de contrapartida das empresas, como geração de empregos ou novos investimentos.

Nesses casos, o governo vai checar se os compromissos foram realmente cumpridos e, quando não forem, o benefício poderá ser reduzido ou extinto.

Já os outros 35%, que não preveem qualquer contrapartida, poderão começar a ser extintos assim que a lei for aprovada.

Um levantamento prévio da própria gestão já aponta que cerca de 60% das empresas que têm contrapartidas a cumprir não estão com a prestação de contas em dia, segundo Simões.

Isso não significa necessariamente que as obrigações não estão sendo cumpridas, mas que a documentação que comprova esse cumprimento está atrasada.

O governador também citou a reforma tributária nacional como pano de fundo da proposta, já que a nova regra do país deve extinguir esse tipo de benefício ao longo da transição, o que reforça o debate sobre manter ou não os subsídios mineiros nesse período.

Fundo de infraestrutura financiado por quem extrai riquezas do estado

O segundo conjunto de propostas cria um fundo estadual voltado à infraestrutura, abastecido por uma contribuição de 1,65% sobre as vendas de empresas que extraem recursos minerais de Minas e os enviam para fora do estado sem industrializá-los localmente.

Segundo Simões, a ideia não é impedir a atividade extrativista, mas condicionar parte do retorno financeiro ao próprio estado. Ele afirmou que, quando a riqueza é extraída e levada para ser processada em outro lugar, é justo que essas empresas colaborem com a manutenção das estradas mineiras.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) está entre os órgãos que poderão receber recursos vindos dessa nova contribuição.

Ouro e nióbio passam a pagar taxa de fiscalização mineral

O terceiro projeto altera a Taxa de Fiscalização de Recursos Minerários (TFRM), que atualmente não incide sobre a extração de ouro e nióbio no estado.

Com a mudança proposta, os dois minérios passam a ser taxados como os demais recursos minerais já cobrados hoje.

Simões destacou que existem minas de ouro com movimentação relevante nas regiões Norte e Noroeste de Minas Gerais que, até agora, não pagavam essa taxa, uma situação que, segundo ele, não fazia sentido diante da importância econômica da atividade para essas regiões do estado.

Conteudos relacionados

Geral

Chimpanzé Serafim, símbolo do zoológico de BH, morre aos 38 anos por complicações de diabetes

Lata preta e dourada da Coca-Cola Zero Cafeína sobre gelo, com fatias de limão ao redor

Economia

Sem cafeína e sem açúcar, nova Coca-Cola chega ao Brasil em setembro

Pix aberto em celular, representando novas regras do pix.

Geral

Banco Central anuncia novas regras do Pix; veja o que muda