Fios de cobre e peças de alumínio do sistema antiodor da Copasa foram furtados na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, no dia 9 de setembro. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) descartou indícios de sabotagem na ação, em nota divulgada nesta sexta-feira.
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O alvo foi o sistema antiodor instalado nas proximidades do Aeroporto da Pampulha, equipamento que custou aproximadamente R$ 240 mil à companhia e serve para conter o mau cheiro gerado por gases na lagoa. A Copasa estima que os reparos levem cerca de um mês.
Na quinta-feira (17), a corporação abriu inquérito para investigar o furto qualificado. O processo teve início após a presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, apresentar dados preliminares ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O material apontava a possibilidade de ações deliberadas contra o sistema que atende a capital e a Grande BH.
O MPMG avalia conduzir uma apuração criminal independente sobre os episódios.
Sobre os rompimentos de adutoras registrados no mesmo período, a PCMG não se manifestou.
Furto de cabos da Copasa veio após sequência de rompimentos em BH
Quarenta e três bairros da Região Oeste de BH perderam abastecimento no dia 19 de agosto, quando uma adutora cedeu no bairro Nova Granada.
Dois novos rompimentos ocorreram nos dias 6 e 7 de setembro. O primeiro atingiu o bairro Cidade Nova, na Região Nordeste de BH. O segundo afetou o bairro Milionários, no Barreiro, e cortou o abastecimento de 65 bairros.
Em 8 de setembro, nova ruptura foi registrada em uma tubulação às margens da BR-040, em Contagem, na Região Metropolitana. O impacto atingiu 13 bairros e mais de 2.600 imóveis.
Diante da sequência, a Copasa levou ao MPMG a hipótese de que os danos foram causados intencionalmente.