Os quatro rompimentos de adutoras da Copasa em Belo Horizonte agora são investigados pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A suspeita de sabotagem levou a empresa ao Ministério Público na segunda-feira (14), com dados do levantamento interno. A PCMG abriu o inquérito nesta quinta-feira (17), mas não detalhou o andamento.
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Os quatro casos que levantaram suspeita de sabotagem na Copasa
Entre 19 de agosto e 8 de setembro, quatro adutoras cederam em BH e Contagem. O primeiro episódio foi no bairro Nova Granada, Região Oeste da capital. A água tomou as ruas e a Defesa Civil precisou interditar um imóvel. Na sequência vieram a Praça Guimarães Rosa, no bairro Cidade Nova, e o bairro Milionários, no Barreiro, onde 65 bairros ficaram sem abastecimento no feriado de 7 de setembro.
O último caso ocorreu próximo à BR-040, em Contagem, com 13 bairros e 2.632 imóveis sem fornecimento.
Além dos rompimentos, o vandalismo ao sistema antiodor da Pampulha, detectado em 8 de setembro, também entrou no radar. Cabos foram furtados e peças danificadas. O equipamento custa R$ 240 mil e deve ficar fora de operação por ao menos um mês.
Sindicato e Copasa divergem sobre corte de pessoal
O Sindágua-MG registra queda de 3 mil postos desde 2019, saindo de 12,5 mil para 9,5 mil trabalhadores. Milton Costa, presidente da entidade, afirmou que a saída de profissionais mais experientes reduz a capacidade da empresa de executar e fiscalizar os serviços.
A Copasa rebateu, sustentando que o ajuste no quadro obedeceu a critérios operacionais e que os rompimentos são eventos isolados, cada um com causa a ser apurada de forma independente.