A Copasa suspeita que as quatro adutoras rompidas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana foram sabotadas. A companhia levou a hipótese ao Ministério Público de Minas Gerais nesta segunda-feira (14), na Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC).
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Marília Carvalho de Melo, presidente da Copasa, foi pessoalmente à UCC e repassou ao MPMG os dados colhidos nos levantamentos internos da companhia. O órgão analisará o material e decidirá sobre a abertura de uma investigação criminal.
Quatro adutoras rompidas em BH em menos de um mês
O primeiro rompimento aconteceu na madrugada de 19 de agosto, na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada, Região Oeste de Belo Horizonte. A água tomou as ruas da região e entrou em casas próximas ao local.
Em 5 de setembro, uma nova tubulação cedeu na Praça Guimarães Rosa, no bairro Cidade Nova, Região Nordeste da capital. Dois dias depois, no feriado de 7 de setembro, a Região do Barreiro foi afetada por um rompimento no bairro Milionários.
Em Contagem, na Grande BH, um vazamento atingiu o bairro Kennedy, próximo à BR-040.
A suspeita de ação deliberada se estende a outro episódio. A Copasa identificou furto de cabos e danos em componentes do sistema instalado para reduzir o mau cheiro na Lagoa da Pampulha, constatados em vistoria realizada em 8 de setembro.
Sindicato aponta corte de pessoal; Copasa descarta relação
Enquanto o MP analisa o material, o Sindágua-MG levanta outro fator: a redução do quadro de funcionários. A entidade aponta que o número de trabalhadores caiu de cerca de 12,5 mil para aproximadamente 9,5 mil desde 2019, uma perda de 3 mil vagas no período. O presidente da entidade, Milton Costa, afirmou que a saída de profissionais experientes compromete a capacidade da empresa de executar, acompanhar e fiscalizar serviços essenciais.
A Copasa rejeitou a tese do sindicato. Em nota, a empresa disse que o redimensionamento do quadro obedeceu a necessidades operacionais e que os rompimentos não têm uma causa comum, devendo cada um ser apurado de forma independente.
O MPMG não se pronunciou sobre prazo para conclusão da análise do material entregue pela companhia.