Cidades

BH pode ganhar 4 novos parques multissensoriais para crianças com autismo; veja locais

Licitação marcada para terça (8) vai definir a empresa responsável pelas estruturas no Buritis, Pampulha, Sion e Flávio Marques Lisboa

2 min de leitura
Entrada do Parque Girassol, referência em parques multissensoriais para crianças com TEA em Belo Horizonte, com estruturas coloridas e piso emborrachado ao fundo
Parque Girassol, no Centro de BH, serviu de modelo para os novos espaços multissensoriais previstos na cidade | Foto: Varanda Criativa/Divulgação

Quatro parques multissensoriais para crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) podem chegar a Belo Horizonte. O projeto é da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, que busca uma empresa para fornecer e montar as estruturas nas regiões Centro-Sul, Barreiro, Oeste e Pampulha.

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A licitação, antes prevista para 18 de agosto, foi reagendada para a próxima terça-feira (8), conforme publicação no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (3). A disputa é eletrônica, com edital disponível na plataforma federal de licitações e no site da prefeitura.

Os locais definidos são o Parque Aggeo Pio Sobrinho, no Buritis; o Parque Ecológico da Pampulha; o Parque Ecológico Roberto Burle Marx, no Flávio Marques Lisboa; e o Parque Municipal Juscelino Kubitschek, no Sion.

O que incluem os parques multissensoriais

Cada espaço terá base de concreto, piso emborrachado e recursos de comunicação acessível.

Totens com QR Codes vão direcionar os visitantes a vídeos com tradução para Libras, narração descritiva e legenda. O contrato inclui ainda capacitação das equipes dos parques e documentação técnica.

O parque que inspirou o projeto

O projeto leva como base o Parque Girassol, aberto no ano passado no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no Centro de BH. O espaço, projetado pela Ativa Inclusão com 150 m², conta com percursos de equilíbrio, estruturas de movimentação, painéis sensoriais e pontos de estimulação tátil.

O custo do piloto ficou em torno de R$ 500 mil, com participação da Prefeitura de BH e da Fundação de Parques. Após a inauguração, a gestão passou ao município. A Ativa Inclusão ficou responsável pelos equipamentos durante o primeiro ano de funcionamento.

As estruturas têm como foco principal crianças com TEA, mas atendem também pessoas com deficiência visual, motora, auditiva ou cognitiva. A proposta é oferecer, sem custo e em parques públicos, um tipo de estimulação sensorial que historicamente ficava restrito a ambientes clínicos pagos.

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