A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) fechou um contrato de R$ 307,68 milhões para comprar 96 ônibus elétricos destinados ao transporte coletivo da capital. O contrato foi assinado em 16 de setembro e publicado nesta terça-feira no Diário Oficial municipal.
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Segundo a PBH, uma primeira remessa de dez veículos deve começar a circular na cidade em dezembro deste ano. A frota completa será fornecida pelo consórcio reunindo Eletra, na integração tecnológica, Caio, nas carrocerias, e Mercedes-Benz, na base mecânica. Os componentes de tração elétrica, incluindo baterias, inversores e motores, são da WEG. A contratada formal é a Caio Induscar.
O investimento é bancado pelo PAC Seleções, programa federal de infraestrutura. A PBH havia reservado R$ 317 milhões desse fundo para a compra, e o contrato fechou abaixo desse teto.
Contrato saiu com quatro ônibus a menos que o licitado
A licitação havia sido aberta em abril de 2026 para 100 veículos e homologada em junho por R$ 320,5 milhões. O contrato, porém, saiu com quatro unidades a menos, ao custo unitário de R$ 3,205 milhões por veículo. O Diário Oficial não traz nenhuma explicação para a diferença.
Ônibus elétricos com 250 km de autonomia e 8 anos de garantia nas baterias
Os ônibus são do tipo BRT Misto, modelo que viabiliza embarque tanto em paradas comuns quanto em estações de corredores. Cada veículo tem cinco portas, sendo três no lado direito e duas no esquerdo, e comporta até 71 passageiros.
As baterias somam no mínimo 337 kWh de capacidade, com autonomia comprovada superior a 250 quilômetros. A cobertura para baterias e sistema de propulsão alcança 600 mil quilômetros ou oito anos de uso, com exigência de manter ao menos 80% da carga original. O chassi tem garantia de 130 mil quilômetros ou dois anos.
A recarga usa o padrão CCS2, conector de alta potência em sistema plug-in. O prazo de entrega é de 20 meses, a partir da ordem de fornecimento.
Frota será cedida em comodato às operadoras das linhas
Após a entrega, os veículos serão repassados gratuitamente às concessionárias das linhas municipais, em regime de comodato.
A PBH também garantiu a infraestrutura de recarga. Foram comprados 27 carregadores por R$ 5,5 milhões, com o acordo publicado no Diário Oficial no sábado anterior. Do total, 25 vão para as garagens das operadoras e dois serão instalados em pontos de acesso público, cujos endereços ainda não foram divulgados.
Segundo estimativa da prefeitura, a migração para a propulsão elétrica tem potencial de cortar 11,8 mil toneladas de CO2 nas emissões anuais da frota, com impacto também na poluição sonora da cidade.