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Com lucro de R$ 13,8 bilhões, banco fecha 324 agências e corta 2,4 mil funcionários

Bradesco nega demissões em massa e atribui fechamentos à migração dos clientes para canais digitais

2 min de leitura
Fachada de agência do Bradesco com letreiros vermelhos e área verde ao fundo
Foto: Divulgação/Bradesco

O Bradesco fechou 324 agências e reduziu o quadro em 2.448 funcionários no intervalo de um ano, segundo dados referentes ao primeiro semestre de 2026. No mesmo período, o resultado líquido recorrente da instituição somou R$ 13,861 bilhões.

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O corte abrange o período de junho de 2025 a junho de 2026, sendo que só no segundo trimestre deste ano 868 vagas bancárias foram extintas. Ao fim do semestre, a instituição contava com 79.699 funcionários.

O banco atribui a decisão à alteração nos hábitos de uso dos correntistas. Atualmente, 98% das operações já são feitas por meios digitais, entre eles o app e o internet banking.

A instituição afirma que avalia o fluxo de cada unidade antes de encerrá-la, considerando a procura por atendimento presencial, o custo de manutenção e a possibilidade de incorporar agências de baixo movimento a estruturas maiores.

Segundo o banco, quem precisar de atendimento presencial pode recorrer a agências vizinhas ou aos pontos da rede Bradesco Expresso. O Bradesco descartou a existência de programa coletivo de demissões e afirmou, em nota ao portal ND Mais, que “a prioridade é a alocação interna de talentos, a mobilidade profissional e o reposicionamento de profissionais sempre que possível”.

Lucro do Bradesco cresceu 16,2% em um ano

Os R$ 13,861 bilhões apurados no primeiro semestre representam alta de 16,2% sobre o resultado do mesmo intervalo em 2025. De um trimestre para o outro, o lucro subiu 3,5%.

O índice de retorno sobre patrimônio líquido ficou em 16% no período, 1,4 ponto percentual acima do registrado 12 meses antes. Em junho de 2026, a carteira de crédito expandida somava R$ 1,137 trilhão, volume 11,6% maior do que o de um ano antes.

A base de clientes também aumentou, com saldo positivo de cerca de 300 mil novos usuários no período, totalizando aproximadamente 110,4 milhões de correntistas.

Sindicato aponta que tarifas superam custo de pessoal em 17%

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região contestou a estratégia adotada pelo banco. Para a entidade, a redução de agências e de trabalhadores pode aumentar a carga sobre quem permanece na instituição e restringir o acesso ao atendimento presencial.

O sindicato apresentou um dado do balanço: a receita com tarifas e serviços bancários somou R$ 15,8 bilhões nos últimos 12 meses, alta de 5%.

Segundo a entidade, o valor corresponde a 117% do total gasto pelo banco com pessoal no período, com a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) computada.

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