O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para tentar reorganizar suas finanças e manter as operações. O processo foi protocolado no domingo (16) no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, após receber autorização do conselho de administração.
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A medida ocorre poucos dias depois de a companhia confirmar o fechamento de 298 lojas e divulgar um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. O resultado representa uma perda 18 vezes maior que a registrada no mesmo período do ano passado e aumenta a pressão sobre a estrutura financeira da varejista.
Por que as Casas Bahia pediu recuperação judicial
A decisão acontece em meio a uma forte deterioração dos indicadores financeiros da companhia. O prejuízo de R$ 10,1 bilhões registrado entre abril e junho foi muito superior ao resultado negativo do segundo trimestre de 2025.
Quando são retirados os efeitos considerados não recorrentes, a perda ajustada ficou em R$ 978 milhões, alta de 76,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A situação patrimonial também é um dos pontos de atenção. Segundo informações divulgadas pelo Estadão, a dívida líquida do grupo chegou a R$ 1,2 bilhão no trimestre encerrado em junho, enquanto o patrimônio líquido ficou negativo em R$ 8,2 bilhões.
O que o grupo espera com a recuperação judicial
Em comunicado ao mercado, o Grupo Casas Bahia afirmou que a recuperação judicial representa uma nova etapa do processo de reestruturação financeira.
Segundo a companhia, o objetivo é preservar a continuidade das atividades, proteger a geração futura de valor e permitir uma solução organizada para suas obrigações financeiras.
O pedido foi aprovado pelo conselho de administração e pelo acionista controlador. A empresa também solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para ratificar a decisão de entrar com o processo, que foi tomada em caráter de urgência.
A recuperação judicial não significa, por si só, o encerramento das atividades da varejista. O mecanismo permite que empresas em dificuldades financeiras apresentem um plano para reorganizar suas dívidas e continuar funcionando, sob acompanhamento da Justiça e dos credores.
Além da própria Casas Bahia, o pedido inclui outras empresas que fazem parte do grupo. São elas:
- ASAP Log – Logística e Soluções Ltda.;
- ASAP Log Ltda.;
- CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.;
- Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.;
- Globex Administração e Serviços Ltda.;
- Cnova Comércio Eletrônico S.A.;
- Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.;
- Casas Bahia Tecnologia Ltda.;
- Indústria de Móveis Bartira Ltda.