Cidades Regional

Mutirão em MG oferece coleta gratuita de DNA para ajudar a localizar pessoas desaparecidas

Mobilização nacional tem pontos gratuitos em mais de 60 municípios mineiros até sexta-feira (28)

2 min de leitura
Perito realiza coleta de DNA de familiares de desaparecidos com swab bucal em jovem
Foto: Magnific

A coleta de DNA de familiares de desaparecidos está aberta gratuitamente em mais de 60 cidades de Minas Gerais até sexta-feira (28). Os pontos funcionam sem agendamento e o atendimento dura poucos minutos.

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A ação é a quarta edição da Mobilização Nacional, organizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com adesão dos órgãos de segurança de todos os estados. Em todo o país, 342 postos estão ativos nesta semana.

O procedimento é feito por um perito, que passa um swab na parte interna da bochecha para obter a amostra genética. Não há coleta de sangue. O material é então encaminhado para análise e cruzado com perfis de pessoas encontradas sem identificação, vivas ou falecidas. Desde 2013, esse cruzamento já confirmou 815 identificações no país. 

Pontos de coleta de DNA de familiares de desaparecidos em MG

Os pontos estão espalhados por todo o estado. Entre as cidades com atendimento, estão Belo Horizonte, Uberlândia, Juiz de Fora, Uberaba, Montes Claros, Governador Valadares, Divinópolis, Poços de Caldas, Teófilo Otoni e Paracatu.

A lista completa com endereços de todos os pontos está no site do Ministério da Justiça.

Quem pode ir e o que levar

Têm prioridade na doação familiares de primeiro grau, nesta ordem: pai e mãe; filhos e o genitor deles; e irmãos. Crianças podem participar desde que acompanhadas por responsável legal. 

Para o atendimento, é preciso levar documento de identidade e informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento, como número, estado de registro e delegacia responsável. Além dos documentos, a família pode levar itens de uso pessoal do desaparecido que possam conter material genético, como escova de dente, aparelho de barbear, cordão umbilical ou dente de leite.

A semana de mobilização não é o único período para fazer a doação. Os postos de perícia recebem amostras ao longo do ano todo. Se houver compatibilidade genética, a perícia formaliza a identificação em documento técnico, que segue para a delegacia responsável pelo caso, e a equipe policial aciona os parentes para comunicar o resultado.

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