Cidades

Abandonada há 17 anos, antiga Escola de Engenharia da UFMG será revitalizada em BH

Prefeitura de BH planeja investir até R$ 150 milhões no complexo, com estudos técnicos previstos para durar 12 meses

2 min de leitura
Fachada da Escola de Engenharia da UFMG abandonada no Centro de Belo Horizonte, com pichações na entrada
Fachada da antiga Escola de Engenharia da UFMG, no Centro de BH | Foto: Reprodução/Google Maps

O antigo complexo da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Centro de Belo Horizonte, pode ganhar nova função após 17 anos sem uso. A Prefeitura de BH entregou um plano de requalificação à Superintendência do Patrimônio da União (SPU) que prevê praça, comércio e sede para órgãos municipais no local.

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A PBH já responde pela custódia temporária do imóvel, mas a cessão definitiva pela SPU só deve ocorrer depois do período eleitoral.

Escola de Engenharia da UFMG terá metade dos prédios demolidos

O conjunto tem seis edifícios. O plano prevê a demolição de três deles, por não terem valor histórico reconhecido que justifique a preservação. No lugar das demolições, o projeto inclui uma praça e um pátio de integração com acesso pelas quatro vias do quarteirão: Rua dos Guaicurus, Rua da Bahia, Rua Espírito Santo e Avenida dos Andradas.

Os três edifícios restantes receberiam lojas, restaurantes e espaços culturais no térreo. Os andares superiores seriam ocupados por setores administrativos da PBH, mas a divisão por andar ainda não foi definida. 

Obra pode custar até R$ 150 milhões

A Prefeitura calcula que o investimento total fique entre R$ 120 e R$ 150 milhões. O modelo de contratação ainda está em elaboração, mas a administração avalia fechar o projeto sob o modelo de PPP (parceria público-privada), cobrindo desde as obras até a administração futura do espaço.

Os estudos técnicos devem ser finalizados em cerca de 12 meses. A fase de obras, na sequência, levaria mais 18 meses. O prazo total estimado é de aproximadamente dois anos e meio.

O efeito da mudança no comércio do hipercentro 

O local tem capacidade projetada para receber 2.400 funcionários municipais. O movimento extra deve aquecer o comércio da região, com mais demanda para restaurantes, padarias e farmácias.

A iniciativa faz parte de uma agenda mais ampla da PBH para frear o esvaziamento do hipercentro. Entre os Censos de 2010 e 2022, a população residente na área central diminuiu 11%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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