A greve na Caixa Econômica Federal permanece sem prazo para terminar em Belo Horizonte. Na votação desta segunda-feira (21), bancários derrubaram a nova oferta do banco com 67,1% dos votos contrários, segundo o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região.
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Outros 31,5% se manifestaram a favor e 1,4% não se posicionaram.
O próprio sindicato havia pedido à categoria para aceitar a proposta. A entidade admitia que reivindicações ainda estavam pendentes, mas defendia que a oferta era um avanço em relação às negociações anteriores. A maioria dos trabalhadores discordou e rejeitou.
O plano de saúde que trava o final da greve na Caixa
O ponto que impede o acordo é o plano de saúde dos funcionários, o Saúde Caixa. A oferta previa que o banco passasse a custear 9% da folha salarial para o plano, ante os atuais 6,5%, com vigência somente a partir de 2027. Também estava prevista a inclusão do plano no Acordo Coletivo de Trabalho.
Para a maioria dos votantes, mesmo com essas condições, a oferta ficou abaixo do que a categoria exige. O Saúde Caixa segue, segundo o sindicato, como o principal ponto de disputa.
Com a rejeição mantida, a greve na Caixa completa mais de dez dias. Desde 10 de setembro, trabalhadores de BH e cidades vizinhas sustentam a paralisação. Uma passeata com mais de 500 bancários percorreu o Centro da capital na semana passada.
Quem trabalha em home office também está incluído na greve. A orientação é deslogar dos sistemas e suspender o atendimento ao público durante a paralisação.
Para esta terça (22), às 10h, está marcado um ato em frente à Agência Século, na Rua dos Carijós, 218, no Centro de Belo Horizonte.