Regional Cidades

Escolas particulares de BH encerram greve, mas aprovam nova paralisação para novembro

Mais de 700 professores das escolas particulares da Grande BH recusaram a extinção da isonomia salarial e exigem reajuste de 3,77%

2 min de leitura
Assembleia dos professores das escolas particulares de BH com mais de 700 docentes votando de mãos levantadas pela suspensão da greve
Foto: SinproMinas/Divulgação

Os professores das escolas particulares de Belo Horizonte e da Região Metropolitana suspenderam a greve nesta terça-feira (22). A paralisação durou uma semana e reuniu mais de 700 docentes de diversas instituições da Grande BH.

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Os docentes retomam as atividades a partir desta quarta (23).

O Sinpro Minas declarou o movimento como vitorioso por dois motivos: o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) reconheceu a legitimidade da paralisação e o Sinepe-MG desistiu de dividir o acordo coletivo da categoria em contratos separados para a educação básica e o ensino superior. Para o sindicato, essa divisão enfraqueceria o poder de negociação dos docentes e ameaçaria direitos como o acesso a bolsas e a equiparação salarial.

Em nota divulgada ao término da audiência de conciliação no TRT, a entidade apontou o Sinepe-MG como “intransigente” nas negociações.

O que os professores das escolas particulares rejeitaram

Na assembleia, os docentes recusaram todas as alterações propostas pelo Sinepe-MG. A mais significativa propunha extinguir a isonomia salarial, regra que equipara os vencimentos entre professores com atribuições idênticas. A proposta de alterar o cálculo da indenização devida quando há diminuição da jornada de trabalho também foi recusada.

Greve suspensa, mas nova paralisação já tem data em novembro

A suspensão não encerra o conflito. A assembleia aprovou o “estado de greve”, o que autoriza nova paralisação a qualquer momento, sem necessidade de nova votação coletiva.

A nova greve está prevista para os primeiros dias de novembro, quando o TRT deve julgar o mérito do conflito. A categoria defende a renovação integral do acordo coletivo sem alterações e correção de 3,77% nos salários, percentual equivalente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

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