A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) encontrou, na sexta-feira (31/7), uma mineradora de bitcoin escondida no segundo andar de um ferro-velho no bairro Calafate, região oeste de Belo Horizonte. O espaço funcionava, segundo a PM, com energia furtada da Cemig, com prejuízo estimado em até R$ 60.000 por mês.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
A operação nasceu de uma investigação sobre recebimento de mercadoria roubada. No primeiro andar do estabelecimento, os policiais encontraram fios de cobre classificados como de procedência ilícita. Ao tentarem subir para o segundo andar, o responsável pelo local ficou nervoso, segundo a PM. Foi então que eles se depararam com os equipamentos.
PM apreende 15 máquinas da mineradora de bitcoin
Os supercomputadores, avaliados em torno de R$ 200.000, processam transações em bitcoin, moeda digital que pode ser convertida em dinheiro. Para funcionar sem parar, a estrutura contava com ar condicionado, ventiladores, câmeras e isolamento acústico na porta para abafar o barulho das máquinas.
A hipótese de uma organização criminosa por trás da estrutura está sendo investigada. A PM também tenta descobrir para onde ia o dinheiro levantado com a operação, e avalia que a fazenda estava em expansão, com capacidade para receber mais equipamentos.
Minerar bitcoin não é crime no Brasil. O que a polícia apura é o furto de energia elétrica para sustentar a operação.
O responsável pelo local foi preso em flagrante por furto e recebimento de mercadoria roubada. Ele alegou não saber para que serviam os equipamentos. A tendência, segundo a PM, é que responda inicialmente pelo desvio de energia, mas a investigação pode ampliar as acusações.
A Cemig informou que apura o caso para dimensionar os danos e definir as medidas cabíveis.