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Monotrilho de Poços de Caldas tem data para ser demolido 

Trecho entre o Terminal de Linhas Urbanas e a Urca precisa ser retirado até 2028, por determinação do MP

2 min de leitura
Monotrilho de Poços de Caldas em operação na área central da cidade
Monotrilho de Poços de Caldas na época de sua operação, em 1990 | Foto: Pedu0303/Wikimedia Commons

O monotrilho de Poços de Caldas tem prazo definido para ser parcialmente demolido. A Prefeitura anunciou nesta quarta-feira (16) que o trecho entre o Terminal de Linhas Urbanas e o Espaço Cultural da Urca precisa ser retirado até 31 de dezembro de 2028.

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O compromisso foi assumido perante o Ministério Público por meio de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). Thiago Arantes, procurador-geral do município, e Ercules Berlini Tassinari, secretário de Planejamento, apresentaram os dados durante audiência pública na Câmara Municipal.

O edital de licitação para a demolição está em preparação. A secretaria de Planejamento já tem um diagnóstico técnico que vai embasar o processo.

Monotrilho de Poços de Caldas tem trecho sem destino definido

O trecho a ser demolido passa por bens tombados: o Palace Casino, o antigo prédio da Prefeitura e o museu. Nenhuma decisão foi tomada ainda sobre o segmento que vai do museu ao Centro Administrativo.

Paulo Henrique Ribeiro, secretário de Obras, disse à TV Poços que a estrutura é hoje “um problema para o poder público”. Laudos técnicos entregues ao município, segundo ele, afastam o risco de queda da via elevada. Na mesma audiência, o vereador Marcos Togni apresentou proposta de converter a estrutura em jardim suspenso.

Desativado desde 2003, monotrilho nunca operou com regularidade

O contrato de construção foi assinado em 1982. Os primeiros testes com passageiros aconteceram no início dos anos 2000, mas o sistema não chegou a funcionar com regularidade: dezenove pessoas foram retiradas pelos bombeiros depois que o vagão saiu dos trilhos numa curva.

Em 2003, dois pilares na Avenida João Pinheiro cederam e provocaram o colapso de cerca de 50 metros da via elevada, levando à suspensão definitiva do serviço. Dezesseis anos depois, a concessionária J. Ferreira Ltda devolveu o contrato à Prefeitura.

A audiência foi proposta pelo vereador Lucas Arruda para discutir alternativas técnicas e financeiras para a estrutura.

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