O Palácio das Artes, em Belo Horizonte, vai passar pela maior restauração em quase 30 anos. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) destinou R$ 10 milhões à reforma do complexo. O repasse foi formalizado nesta quarta-feira (30) com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e a Fundação Clóvis Salgado (FCS), gestora do espaço.
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O projeto de restauro integral do complexo, com 18 mil metros quadrados de área construída, tem custo estimado em R$ 39 milhões. Os R$ 10 milhões da primeira fase viabilizam os trabalhos no Grande Teatro Cemig, principal palco do complexo, com 1.705 lugares.
O que muda com a reforma do Palácio das Artes
O projeto inclui renovação das cadeiras sob medida, recuperação do piso de madeira em palco e plateias, reposição dos carpetes e atualização da infraestrutura elétrica, de iluminação e som. Acessibilidade e segurança também entram no escopo. O plano diretor prevê ainda intervenções em outras áreas do complexo, sem prazos ou valores definidos até o momento.
A arquiteta Du Leal, diretora da Belarq Arquitetura e responsável pelo projeto, explicou à Rádio Itatiaia por que o Grande Teatro foi o ponto de partida. “O coração daqui é o Grande Teatro, então nada mais justo do que começar do mais sensível”, afirmou. Para ela, o espaço também é o mais complexo do conjunto, com sistemas de iluminação, acústica e equipamentos cênicos que precisam de modernização.
As obras começam após a conclusão da licitação para escolha da empresa executora. A previsão é de cinco a sete meses de trabalho.
De onde vêm os recursos
Os R$ 10 milhões não saem do orçamento estadual. São provenientes de acordos jurídicos firmados pelo MPMG em ações de combate à sonegação fiscal e reparação de danos morais coletivos. Os repasses são intermediados pela Plataforma Semente, iniciativa do MPMG com o Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais (CeMais).
Inaugurado em 14 de março de 1971, o Palácio das Artes completa 55 anos em 2026. Ao longo dessas décadas, a última grande intervenção no Grande Teatro foi motivada por um incêndio em abril de 1997, que destruiu a plateia, as cortinas, o teto e os sistemas de som e iluminação. A reabertura aconteceu em julho de 1998.