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Operação da PCMG prende dois irmãos com quase R$ 8 milhões e carros de luxo em BH

Suspeitos chefiavam tráfico de drogas na Região Norte da capital e usavam empresas de fachada para lavar o dinheiro

2 min de leitura
Operação Cortinha Digital prende dois irmãos suspeitos por lavagem de dinheiro e tráfico em BH | Foto: Divulgação/PCMG

Dois irmãos foram presos nesta quinta-feira (2/7) durante a Operação Cortina Digital, da Polícia Civil de Minas Gerais. Thiago da Silva Cabral e Paulo Henrique da Silva são apontados como chefes de uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão e agiotagem. Mais de R$ 7,7 milhões ligados ao grupo foram bloqueados pela Justiça, e seis carros de luxo, uma moto e duas motos aquáticas foram apreendidos durante a ação.

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Como a Operação Cortina Digital chegou até os suspeitos

As investigações começaram há cerca de três meses e tiveram origem nas próprias postagens dos suspeitos nas redes sociais.

A dupla se apresentava como influenciadores digitais e exibia publicamente carros de luxo e grandes quantias de dinheiro em espécie, numa tentativa de dar aparência de legalidade ao patrimônio obtido com o crime. “A partir daí, foi identificado que essa organização criminosa movimentou milhões de reais em poucos meses”, revelou o delegado Domiciano Monteiro.

A Operação Cortina Digital mobilizou cerca de 60 policiais civis, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do helicóptero Carcará. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Contagem, Betim, Ribeirão das Neves e Santa Luzia. Os irmãos são apontados como líderes do tráfico de drogas em bairros da Região Norte da capital e em Ribeirão das Neves.

Como funcionava o esquema criminoso

Segundo o delegado Monteiro, a dupla pega pela Operação Cortina Digital estruturou uma rede de lavagem de dinheiro com o uso de empresas de fachada, companheiras e outras pessoas ligadas ao grupo. 

Ao todo, cerca de 20 pessoas são investigadas. O dinheiro passava por diversas contas bancárias, era movimentado rapidamente e sacado em espécie em poucas horas.

A polícia também identificou indícios de agiotagem e extorsão, sendo que alguns dos veículos de luxo apreendidos teriam sido entregues por pessoas endividadas com o grupo. Mensagens com a palavra “juros” em transferências bancárias reforçaram a suspeita sobre a prática de empréstimos ilegais.

Os dois irmãos têm passagens por crimes como tráfico de drogas, homicídio, roubo, receptação, porte ilegal de arma e sequestro. As investigações continuam para identificar e responsabilizar outros envolvidos na organização.

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