Cidades

Operação da PF apura desvio de R$ 4 milhões em universidade pública de MG

Servidores públicos e pessoas do setor privado estão entre os alvos das investigações

2 min de leitura
Fachada da UFLA com bandeiras em frente ao prédio da reitoria
Foto: Divulgação/UFLA

Contratos com fornecedores podem ter desviado até R$ 4 milhões da Universidade Federal de Lavras (UFLA) entre 2021 e 2022, segundo a Polícia Federal (PF). A suspeita motivou uma operação nesta quinta-feira (6/8), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

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As investigações apontam que fornecedores teriam recebido pagamento integral por entregas incompletas, com notas fiscais possivelmente emitidas por valores acima do que chegou à universidade, enquanto os repasses saíam do caixa público sem bloqueio.

Além disso, a PF suspeita de registros irregulares de entrega de mercadorias e cobranças sem respaldo documental. Movimentações bancárias de alguns investigados também teriam chamado atenção por não corresponder ao patrimônio declarado. Servidores públicos e pessoas do setor privado estão entre os alvos, mas nenhum nome foi divulgado.

Busca e apreensão na UFLA chega a dois estados

Sessenta e dois agentes foram a campo, sendo seis da CGU e os demais policiais federais. A equipe cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Lavras, no sul de Minas Gerais, e em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. As ordens partiram da 1ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte.

O prejuízo estimado chega a R$ 4 milhões, valor que ainda pode mudar conforme o inquérito avança. O nome da operação foi escolhido por remeter ao desvio ou uso indevido de verbas públicas, que é o cerne das suspeitas.

A PF ainda trabalha para identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão dos supostos desvios.

Em nota, a UFLA informou que tomou conhecimento da operação e que vai colaborar com as autoridades para o esclarecimento dos fatos. A universidade declarou reafirmar o “compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, não coadunando com quaisquer práticas que contrariem esses princípios”.

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