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Operação mira ações de facção criminosa em Minas Gerais e outros estados

Ação conjunta das polícias civis cumpre mandados contra suspeitos de integrar esquema de distribuição de cocaína e maconha entre estados

2 min de leitura
Agentes da Polícia Civil de Minas Gerais, operação contra lavagem de dinheiro com jogos de azar em Pirapora
Foto: Divulgação/PCMG

Uma operação deflagrada nesta terça-feira (22) investiga um esquema de fornecimento de drogas para uma das principais organizações criminosas do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho (CV). Batizada de Operação Icarus, a ação mobiliza policiais civis de quatro estados, incluindo Minas Gerais, e mira suspeitos de participar da distribuição de cocaína e maconha para pontos de venda.

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Até as 6h30, seis pessoas haviam sido presas. Entre os detidos está um homem apontado pelos investigadores como o principal articulador da estrutura responsável pelo abastecimento de drogas.

Operação cumpre mandados em quatro estados

A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio das corporações de Minas Gerais, São Paulo e Alagoas. Os agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados ao esquema investigado.

Segundo a Polícia Civil, a estrutura atribuída à facção criminosa contava com diferentes funções. A divisão incluía integrantes ligados à liderança, logística e transporte das drogas, além de pessoas responsáveis pela cobrança e pelo recolhimento de dinheiro.

Os investigadores também apontam a participação de pessoas interpostas, utilizadas na estrutura para dificultar a identificação dos envolvidos e a movimentação dos recursos.

Parte das apurações teve como base grandes apreensões realizadas em 2024. Entre os casos identificados estão 715 quilos de cocaína e maconha, apreendidos em Guarulhos, São Paulo, e 73,8 quilos de cocaína, encontrados em Seropédica, no Rio de Janeiro.

Empresas de transporte são investigadas

A investigação também identificou o possível uso de empresas dos setores de transporte e logística para dar suporte ao deslocamento das drogas entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Além da estrutura utilizada para o transporte, os policiais analisaram a movimentação financeira de investigados e empresas relacionadas ao caso. Foram identificadas transações consideradas atípicas, que, segundo a investigação, podem ter sido utilizadas para ocultar ou dissimular valores.

Em um período considerado curto pelos investigadores, a movimentação financeira relacionada aos envolvidos chegou a R$ 70 milhões.

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