O Piscinão de Uberaba poderá passar por uma transformação nos próximos anos e ganhar novas atrações. A Prefeitura estuda conceder à iniciativa privada a administração do Parque das Acácias, abrindo espaço para a implantação de atrações como pedalinhos, bares, choperias, áreas de alimentação e até atividades de pescaria. A proposta busca reduzir os custos de manutenção do parque sem alterar sua vocação ambiental, esportiva e de lazer.
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Segundo revelação do presidente da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Funel), Carlos Dalberto Júnior, o Belzinho, dada à Rádio JM, o município desembolsa atualmente cerca de R$ 1,1 milhão por ano para manter o espaço em funcionamento, valor considerado elevado diante das despesas públicas.
Manutenção do Piscinão custa mais de R$ 1 milhão por ano
De acordo com a Funel, aproximadamente R$ 700 mil anuais são destinados à Codau para serviços como roçada, poda, paisagismo e conservação das áreas verdes. Outros R$ 380 mil são utilizados para custear servidores e despesas operacionais do parque.
A avaliação da administração municipal é que a concessão poderá aliviar esse impacto financeiro e permitir investimentos que, hoje, são limitados pelo orçamento público. O projeto de autorização da concessão do parque já foi aprovado pela Câmara Municipal, permitindo que o município avance para as próximas etapas.
O que poderá mudar no Parque das Acácias
Apesar da possibilidade de exploração comercial, a Prefeitura afirma que o Piscinão continuará com entrada gratuita. A legislação aprovada determina que o parque mantenha sua finalidade ambiental, esportiva, recreativa e cultural, enquanto o município seguirá responsável pela fiscalização da futura concessionária.
Entre as possibilidades apresentadas pela Funel que poderão ser analisadas durante a elaboração do modelo de concessão estão:
- Instalação de bares, choperias e petiscarias;
- Implantação de máquinas automáticas de venda;
- Criação de áreas de convivência com novos serviços;
- Pedalinhos no lago;
- Autorização para prática de pescaria mediante cobrança de taxa.
Segundo Belzinho, todas essas propostas ainda dependerão de estudos técnicos e ambientais. No caso da pescaria, por exemplo, será necessário avaliar a qualidade da água, as condições ambientais do reservatório e se as espécies existentes no lago são propícias para o consumo ou prática esportiva.
Os pedalinhos também dependerão de análises de viabilidade para sua implementação.
Concessão ainda precisa de edital
O próximo passo será a abertura do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), instrumento que permitirá que empresas apresentem projetos para a gestão e exploração do Piscinão.
Com base nas propostas recebidas, a Prefeitura deverá elaborar o edital definitivo da concessão. A expectativa é concluir este processo ainda em 2026, antes da realização da licitação.