A Estrela pediu recuperação judicial na Comarca de Três Pontas, no interior de Minas Gerais, para renegociar uma dívida de R$ 109,2 milhões com os credores e, com isso, evitar a falência.
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O pedido inclui outras sete empresas do Grupo Estrela, entre elas a Editora Estrela Cultural e a Estrela Distribuidora de Brinquedos. Ao todo, oito CNPJs do grupo estão submetidos ao mesmo processo.
Fundada em 1937 e conhecida por produtos como o Banco Imobiliário e a boneca Suzi, a Estrela está entre as fabricantes de brinquedos com maior tempo de atuação no país. O plano de reestruturação tem como objetivo manter as operações em funcionamento.
Como a crise financeira foi se acumulando na empresa
O documento aponta dois fatores como origem das dificuldades financeiras. O primeiro é a mudança no padrão de consumo das crianças, pressionada pela concorrência de jogos e entretenimento digitais. O segundo é a escalada das taxas de juros.
Em setembro de 2025, a empresa tinha conseguido reduzir sua dívida com a União de R$ 747,9 milhões para R$ 72,4 milhões, via acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, com pagamento em até dez anos.
Recuperação judicial da Estrela depende de aprovação dos credores
Credores e Justiça precisam analisar e votar a proposta antes de qualquer decisão sobre a reestruturação. Durante esse período, a Estrela segue operando normalmente e não informou prazo para a conclusão da análise.