Os servidores municipais de Juiz de Fora decidem nesta segunda-feira (5) se vão parar por 48 horas. A possível paralisação de servidores da PJF será votada em assembleia do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu-JF), por causa de erros nos pagamentos de salários.
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A reunião começa às 9h, em primeira convocação, e às 9h30, em segunda chamada. O local é a sede do sindicato, na Rua São Sebastião, 780, no Centro. O edital foi publicado no domingo (27).
Por que a paralisação de servidores da PJF está em debate
Segundo o Sinserpu-JF, a mobilização começou por causa de diferenças encontradas na folha de setembro. O sindicato afirma que os erros se repetem e classificou a assembleia como “clara e urgente”. Também disse que não aceita mais o que chama de desrespeito com o servidor.
A Prefeitura de Juiz de Fora reconhece o problema, mas fala em números menores. Em nota, informou que identificou 65 possíveis ocorrências entre cerca de 12 mil servidores.
Isso representa aproximadamente 0,54% do total. A administração diz que trabalha para zerar os casos e mantém canais abertos com a categoria.
Não é a primeira vez que o assunto vira polêmica. No início de setembro, 42 trabalhadores do Hospital de Pronto-Socorro (HPS) relataram erros no pagamento de agosto. Os valores começaram a ser corrigidos na sexta-feira (4/9), depois que o sindicato anunciou uma paralisação.
Quem é chamado para a assembleia
A convocação vale para servidores da administração direta e indireta. Isso inclui trabalhadores da Funalfa, do Demlurb, do Procon e do Museu Mariano Procópio.
Se a paralisação for aprovada, o sindicato prevê a suspensão das atividades por 48 horas, a partir da decisão da categoria. Pela lei, os serviços essenciais não podem parar. Nesses setores, pelo menos 30% dos servidores precisam continuar trabalhando.
O que fazer em caso de erro no contracheque
O Sinserpu-JF abriu um formulário para reunir os casos de erro na folha. Ele fica aberto até sexta-feira (9). Segundo o sindicato, as informações serão analisadas nos dias 2, 5, 7 e 9 de outubro.
Depois, os dados serão enviados ao setor responsável pelos pagamentos, para ajudar nas negociações.
Quem percebeu diferença no valor recebido deve conferir o contracheque e procurar o sindicato para registrar o caso.
Ex-servidores também cobram pagamento
Os atrasos também atingem quem já saiu da Prefeitura. Na quinta-feira (1º), trabalhadores temporários da enfermagem fizeram um protesto contra a demora no pagamento das verbas rescisórias de contratos de um ano.
De acordo com o enfermeiro Anderson Mateus, que representou o ato, a PJF se comprometeu a pagar os valores em lotes. As parcelas estão previstas para outubro, novembro e dezembro deste ano.
Até a publicação desta matéria, o resultado da assembleia ainda não havia sido divulgado. O texto será atualizado com a decisão da categoria.