Nenhum evento semelhante foi registrado nos últimos 150 anos. É o que indicam as estimativas sobre o Super El Niño em curso, que acumula 81% de chance de atingir a classificação máxima de intensidade, segundo o Centro de Previsão Climática da NOAA, agência oceânica e atmosférica dos Estados Unidos.
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O fenômeno foi confirmado em junho. Desde a segunda metade de julho, suas consequências passaram a se manifestar de forma mais concreta no território nacional.
Pico do Super El Niño está previsto para o fim do ano
Para ser enquadrado na categoria “muito forte”, o aquecimento da superfície do Pacífico equatorial precisa superar 2°C acima da média histórica. Esse patamar já foi alcançado.
Na medição da semana de 8 de julho, a faixa central do Pacífico equatorial usada pelos cientistas como indicador principal do fenômeno já registrava aquecimento de +2,0°C acima da média histórica.
O trimestre de outubro a dezembro concentra a maior probabilidade de o fenômeno atingir seu ápice, com possibilidade de extensão até o início de 2027.
O que muda no clima do Brasil
No Sul, a tendência é de volumes de chuva acima do normal, com vulnerabilidade elevada a alagamentos e temporais. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o cenário se inverte: altas temperaturas, escassez de precipitação e condições propícias à propagação de queimadas e ondas de calor nos próximos meses.
Dois ciclos anteriores ajudam a dimensionar a magnitude do fenômeno. Em 1997-1998, com aquecimento de +2,3°C no Pacífico, os danos foram extensos em diversas partes do globo. O ciclo de 2023-2024, com +2,1°C, está associado às inundações sem precedentes que atingiram o Rio Grande do Sul.