No dia 30 de junho, a Toyota, maior montadora do mundo, desliga as máquinas da fábrica de Indaiatuba, no interior de São Paulo, encerrando 28 anos de história. A unidade fabricou mais de 1 milhão de unidades do Corolla, incluindo os primeiros modelos híbridos flex do mundo, e ainda conta com 1,5 mil funcionários no quadro.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
Com o fechamento, a produção do Corolla Sedan passa definitivamente para Sorocaba, também no interior paulista. A mudança foi anunciada pela montadora em 2024.
Toyota fecha fábrica no Brasil: o que acontece com os funcionários
Os trabalhadores transferidos para Sorocaba que decidiram se mudar de cidade têm direito a 2,4 salários adicionais e estabilidade no emprego até julho de 2029. Quem aceitou a mudança sem sair de Indaiatuba recebeu dois salários extras mais R$ 15 mil.
Já os que optaram pelo desligamento saíram com 45 salários, acrescidos de dois salários por ano trabalhado. Plano de saúde e cartão cesta seguem ativos por 36 meses após a demissão.
O acordo foi fechado com o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região depois de uma greve em 2024. A entidade afirma que a Toyota vem cumprindo os termos.
Sorocaba recebe R$ 11 bilhões e se torna o novo centro da Toyota no país
A Toyota destina R$ 11 bilhões ao Brasil até 2030, com foco em veículos híbridos e novos modelos. O complexo de Sorocaba, que já concentra a produção do Corolla, receberá uma segunda unidade em novembro de 2026.
Com a expansão, a montadora afirma ter criado cerca de 2 mil empregos diretos na cidade. O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região projeta um impacto ainda maior na região: a estimativa é de que o investimento movimente a cadeia automotiva local e gere aproximadamente 8 mil postos indiretos entre fornecedores e prestadores de serviço.