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Samarco avança na produção de pelotas de minério

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A Samarco espera fechar o ano com a produção de 8 milhões de toneladas | Foto: Alexandre Mota/ NITRO

A forte presença da mineração em Minas Gerais é revelada, principalmente, por números. De acordo com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), o Estado responde por 40% da produção mineral do País, tem mais de 1.800 empresas atuando no setor, gerando mais de 64 mil postos de trabalho. Dos 853 municípios, mais de 50% são mineradores. E, em 2020, o saldo da balança comercial alcançado pelo setor ultrapassou os US$ 9,97 bilhões.

Prova da pujança da mineração em Minas Gerais é a velocidade com que a Samarco vem retomando a produção após cinco anos de inatividade, na produção de pelotas de minério de ferro, após o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, que matou 19 pessoas e gerou diversos impactos ambientais. Nos nove primeiros meses de 2021, a produção alcançou 5,8 milhões de toneladas, o que representa 26% do volume pré-desastre.

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O peso da indústria da mineração na economia mineira certamente se manterá nos próximos anos. Após a elaboração de um diagnóstico detalhado, o governo estadual avança agora na implantação do Plano Estadual de Mineração (PEM), com apoio técnico e estratégico do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

O objetivo é direcionar ações dos setores público e privado para a diversificação e desenvolvimento da mineração em Minas Gerais. Confira a seguir em mais uma reportagem com o tema mineração do #JuntosPorMinas, projeto do DIÁRIO DO COMÉRCIO que propõe discutir desafios e gargalos que podem e precisam ser transformados em  oportunidades de crescimento, inclusão e transformação social no Estado.

Samarco produziu 5,8 milhões de toneladas de pelotas de minério até setembro em Mariana | Crédito: Jefferson Rocio/Samarco

Samarco alcançou 26% da produção

A Samarco opera com 26% da produção de pelotas de minério de ferro que tinha antes da interrupção de suas atividades, em 2015, após o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana. Com a retomada da produção em dezembro de 2020, após cinco anos de paralisação, a Samarco produziu, até setembro de 2021, 5,8 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro. O valor representa 26% do volume produzido no mesmo período, de 21,4 milhões de toneladas, em 2015. A expectativa da mineradora é alcançar 8 milhões de toneladas no fechamento de 2021.

“Com a obtenção de todas as licenças ambientais necessárias, a incorporação de novas tecnologias para disposição final de rejeitos, utilizando-se a cava confinada e o sistema de filtragem para empilhamento a seco, a operação é feita sem a utilização de barragens. Trabalhamos com novas tecnologias, com a adoção de práticas mais seguras e sustentáveis”, assegura o gerente-geral Comercial e de Marketing da Samarco, Renato Pereira.

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Segundo Pereira, a mineradora “retomou suas operações reforçando seu propósito de fazer uma mineração diferente, empenhada na busca de soluções que introduzam inovações e melhorias em seus projetos e operações”.

“O sistema de filtragem permite desaguar o rejeito arenoso, que representa 80% do total, para posterior empilhamento a seco. Os demais 20%, que correspondem à lama, são contidos em cava, um espaço rochoso e confinado, resultante da lavra do minério”, afirmou o executivo.

Período de inatividade – Criada em 1977, joint-venture da Vale e da anglo-australiana BHP Billiton, cada uma com 50% das ações da mineradora, a Samarco tem sede em Belo Horizonte e plantas industriais em Mariana e Ouro Preto, na região Central do Estado, e em Anchieta, no Espírito Santo. A mineração e o primeiro beneficiamento do minério de ferro são feitos nas unidades mineiras. A produção é escoada, por meio de um mineroduto, até o complexo de Anchieta, onde funcionam a pelotização e o complexo de Ubu, porto que serve às operações de comércio exterior da mineradora. A maior parte da produção é exportada.

O rompimento da barragem da mineradora em Mariana, em novembro de 2015, e que levou à interrupção das atividades da Samarco por cinco anos, é considerado uma das maiores tragédias ambientais do País, destruiu comunidades rurais e matou 19 pessoas.

No período de inatividade, explicou o gerente-geral, a Samarco dedicou atenção à gestão de riscos, reforçando o seu sistema integrado de segurança, por meio de sistemas de automação em todas as barragens.

“Logo após (a tragédia), a Samarco passou por um amplo processo de licenciamento ambiental, que culminou na obtenção da Licença Operacional Corretiva, em outubro de 2019, após a empresa cumprir rigorosamente todos os ritos previstos na legislação”, disse Pereira.

Complexo de Ubu, porto que serve às operações de comércio exterior da mineradora | Crédito: Jefferson Rocio/Samarco

Monitoramento O executivo explicou que o sistema integrado de segurança implantado pela companhia monitora as estruturas geotécnicas 24 horas por dia, sete dias por semana, com equipamentos de última geração. “As estruturas geotécnicas em nossas unidades industriais estão estáveis e são acompanhadas por auditorias independentes”, afirmou.

Segundo Pereira, atualmente, a Samarco tem 1.450 empregados diretos, além de 7.000 empregados indiretos em suas unidades de Minas Gerais e do Espírito Santo. Ele lembra que, no mês passado, a companhia divulgou relatório de sustentabilidade, referente a 2020, com o objetivo de apresentar o desempenho econômico, ambiental, social e de governança da empresa, alinhado ao “propósito de fazer uma mineração diferente, mais segura e sustentável”.

Governo quer competitividade responsável

O recém-divulgado Diagnóstico do setor de mineração em Minas Gerais – com informações consolidadas quanto aos recursos, reservas e produção, comércio exterior, geologia econômica, tributos e mercado de trabalho – irá subsidiar o Plano Estadual de Mineração de Minas Gerais. O objetivo é orientar as ações de longo prazo para garantir uma “mineração competitiva e sustentável” no Estado.

“O plano será um instrumento de orientação de políticas para o setor de mineração em Minas Gerais”, informou o superintendente de Política Minerária, Energética e Logística da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Marcelo Ladeira.

“O plano de mineração é um projeto pioneiro, capaz de fortalecer e contribuir para o fortalecimento do setor em Minas Gerais, contribuindo também para uma mineração competitiva e sustentável, além de segura, tornando o Estado mais competitivo no setor e consolidando sua posição como player nacional e internacional no mercado de mineração”, afirmou.

O superintendente explicou que as ações serão voltadas para o desenvolvimento das cadeias produtivas minerais e para o enfrentamento de desafios do setor. O plano prevê também a realização de oficinas temáticas ao longo de todo o período de elaboração e contempla todas as regiões do Estado.

“Como forma de permitir ampla participação da sociedade mineira, o plano irá propor políticas públicas, incluindo ações e iniciativas estratégicas, que coordenarão os esforços do setor público e privado para o desenvolvimento da mineração nos próximos 20 anos”, disse.

Sistema de filtragem da Samarco separa rejeito arenoso para empilhamento a seco | Crédito: Otavio Honorato / Samarco

Elementos estratégicos – “Muito além de reforçar a contribuição do minério de ferro para a economia mineira, os dados apresentados no diagnóstico apontam o enorme potencial de exploração e desenvolvimento de diversas substâncias minerais em Minas Gerais, inclusive daquelas globalmente consideradas como estratégicas para a sociedade do futuro como nióbio, lítio, grafita e terras raras”, afirmou a diretora de Mineração da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Maria Eugênia Monteiro.

“O plano de mineração ressalta a importância de olharmos com atenção para o setor. Sabemos que as ações envolvem processos complexos, que podem levar algum tempo para se efetivarem. No entanto, já estamos com demandas de empresas da área de mineração”, disse a executiva.

* Sobre o autor: Especial para o DC
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