Ministério Público cumpre mandados contra a 123 Milhas em Belo Horizonte

Nova fase do caso da 123 Milhas investiga desta vez os diretores e sócios da empresa por provável lavagem de dinheiro

1 de fevereiro de 2024 às 9h38

img
Um dos alvos da operação é a sede da 123 Milhas, no bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte | Crédito: MPMG/Divulgação

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumpre 17 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (1), em Belo Horizonte. A nova fase do caso da 123 Milhas investiga desta vez os diretores e sócios da empresa em vários endereços pela Capital e cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

De acordo com os pedidos de mandados, conforme apurado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, todos os endereços compreendem as investigações para identificar dados de uma provável lavagem de dinheiro por parte da empresa.

Dentre os endereços na mira do MPMG, assim como da Polícia Civil do Estado, está o escritório-sede da 123 Milhas, no bairro Funcionários, na região Centro-Sul da Capital. O escritório da MaxMilhas, no bairro Santo Agostinho, também na região Centro-Sul, além de endereços residenciais fazem parte das operações ao longo do dia.

Ao DIÁRIO DO COMÉRCIO a 123 Milhas informou que está à disposição das autoridades e que forneceu documentos sobre as operações. Em nota, a empresa informou que disponibilizou toda a sua documentação fiscal, assim como a de seus sócios, à Comissão Parlamentar de Inquérito das Pirâmides Financeiras.

“Os gestores da 123 Milhas estão, no momento, dedicados ao processo de recuperação judicial para quitar todos os débitos com os credores. O Grupo 123 Milhas reafirma seus preceitos de responsabilidade e transparência com clientes, credores e autoridades e aguarda mais informações do Ministério Público para prestar os esclarecimentos necessários”, informou a empresa.

Entenda mais sobre a crise na 123 Milhas

Sede da 123Milhas
Sede da 123Milhas / Crédito: Google Maps / Reprodução

Há quase sete meses, a empresa anunciou a suspensão da emissão de passagens e pacotes de viagens de sua linha promocional, conforme divulgado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO. Como forma de amenizar um possível caos, a plataforma passou a oferecer vouchers como única opção de ressarcimento.

Posteriormente, a empresa entrou em recuperação judicial, devido a dívidas estimadas em R$ 2,3 bilhões, e enfrentou a suspensão dessa medida pela Justiça, após contestação do Banco do Brasil, seu maior credor.

Investigações supensas pela segunda vez

Agora, o processo de recuperação judicial foi supenso pela Justiça mineira, a pedido da juíza Claudia Helena Batista, da 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte. A decisão ocorreu nessa quarta-feira (31), com a justificativa de que se decida quem serão os novos administradores judiciais que acompanharão as investigações. Esta, aliás, é a segunda vez que o processo judicial é suspenso.

Conforme já divulgado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, assim como 123 Milhas, as investigações incluem também a Maxmilhas e a Lance Hotéis, que juntas acumulam mais de R$ 2,5 bilhões em débitos. Enquanto isso, de acordo com o Ministério Público, quase 900 mil pessoas podem ter sido lesadas pela empresa.

*Reportagem atualizada às 10h07.

Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

Siga-nos nas redes sociais

Comentários

    Receba novidades no seu e-mail

    Ao preencher e enviar o formulário, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

    Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

    Siga-nos nas redes sociais

    Fique por dentro!
    Cadastre-se e receba os nossos principais conteúdos por e-mail