Cerca de 20 joias da coleção do Museu Lalique, no nordeste da França, foram furtadas durante uma invasão registrada na madrugada deste domingo (5). As peças, produzidas pelo renomado joalheiro e mestre vidreiro René Lalique (1860-1945) e por seus sucessores, estão avaliadas em até 4 milhões de euros, aproximadamente R$ 23 milhões na cotação atual.
De acordo com as autoridades francesas, o crime ocorreu por volta das 5h30, na cidade de Wingen-sur-Moder, quando um grupo de criminosos encapuzados arrombou uma das entradas do museu e seguiu diretamente para a sala onde estavam expostas as joias. Seis vitrines foram quebradas e os suspeitos fugiram antes da chegada da polícia.
O museu informou que permanecerá fechado por alguns dias enquanto os trabalhos de perícia e investigação são realizados.

Criminosos agiram rapidamente e investigação apura falhas na segurança
Segundo fontes ligadas à investigação, o sistema de alarme foi acionado normalmente durante a invasão. No entanto, a resposta da empresa de segurança é alvo de apuração, já que, antes da chegada de agentes ao local, uma funcionária da limpeza encontrou o museu invadido e acionou a polícia.
As imagens do circuito interno de monitoramento estão sendo analisadas para identificar os responsáveis. Investigadores acreditam que os autores do crime conheciam a disposição do museu e sabiam exatamente onde estavam as peças mais valiosas.
Outro detalhe destacado pelas autoridades é que as joias roubadas eram produzidas em cristal e não continham pedras preciosas, o que dificulta a revenda convencional, mas também impede que sejam facilmente transformadas por meio de fusão do material.
Série de ataques preocupa museus franceses
Inaugurado em 2011, o Museu Lalique abriga mais de 650 obras ligadas ao movimento Art Nouveau, ao Art Déco e à produção contemporânea da tradicional fabricante francesa de cristais.
O roubo acontece poucos meses após outro grande assalto que colocou a segurança dos museus franceses sob pressão. Em outubro do ano passado, criminosos levaram joias avaliadas em cerca de US$ 102 milhões do Museu do Louvre, em Paris. Apesar da prisão dos suspeitos, praticamente todas as peças continuam desaparecidas.
Nos últimos meses, outros museus do país também foram alvo de criminosos. Em setembro, três obras de porcelana classificadas como tesouros nacionais foram furtadas do Museu Nacional Adrien Dubouché, em Limoges. Já em novembro de 2024, assaltantes armados com machados e tacos de beisebol invadiram o Museu Cognacq-Jay, também em Paris, e roubaram diversas obras do século XVIII.




