Mix Conteúdos Digitais
  • Início
  • Últimas Notícias
  • Contato
  • PUBLICIDADE LEGAL
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados

O maior ser vivo do mundo pesa 35 mil toneladas, fica no fundo do oceano e faz estádios de futebol parecerem pequenos

Por Pedro Silvini
01/01/2026
Em Geral
0
estádio ser vivo

(Reprodução/IStock)

O maior ser vivo do mundo não é a baleia-azul, nem uma árvore milenar. O título pertence a um fungo, o Armillaria ostoyae, conhecido como cogumelo-do-mel ou, de forma mais adequada, Humongous Fungus — algo como “fungo gigantesco”. Ele vive silenciosamente no subsolo da Floresta Nacional Malheur, no Oregon (EUA), onde se espalha por uma área tão grande que faz campos e estádios de futebol parecerem pequenos.

De acordo com o Serviço Florestal dos EUA, esse único organismo ocupa cerca de 9 km² — o equivalente a 900 campos de futebol. Pesquisas confirmaram, por meio de testes genéticos, que toda essa área subterrânea é composta por um único indivíduo, conectado por redes de micélios e rizomorfos pretos, estruturas semelhantes a raízes que se estendem por quilômetros.

Estima-se que o fungo pese cerca de 35 mil toneladas, o equivalente a mais de 200 baleias-azuis — ou 60 aviões Boeing 747.

Sua idade estimada varia de 2.500 a 8.000 anos, tornando-o não apenas gigantesco, mas também um dos organismos mais antigos do planeta.

(Reprodução/Wikimedia Commons)

Como funciona o “fungo gigante”

O Humongous Fungus vive quase totalmente escondido no subsolo. Aqueles pequenos cogumelos dourados que aparecem no outono ao redor de troncos de árvores são apenas seus “frutos”, uma parte mínima e temporária de um organismo colossal que se espalha como uma teia subterrânea.

Ele se alimenta de árvores, funcionando como um parasita que avança lentamente — geralmente entre 20 cm e 1 metro por ano. Com o tempo, os rizomorfos envolvem a base das árvores, matando-as ao longo de décadas.

Apesar de destrutivo para florestas comerciais, o fungo também desempenha papel ecológico importante: árvores mortas acabam servindo de abrigo e alimento para várias espécies.

Uma descoberta que surpreendeu os cientistas

A presença do Armillaria ostoyae no Oregon foi identificada pela primeira vez em 1988. Inicialmente, acreditava-se que a colônia ocupava 400 acres. Porém, análises genéticas revelaram que se tratava de um único organismo cobrindo mais de 2.300 acres (aprox. 9 km²) — muito maior que outra colônia famosa em Michigan.

Esse superorganismo subterrâneo permanece quase invisível: quando aparece, parece apenas uma substância branca sob a casca das árvores ou filamentos pretos semelhantes a cadarços.

Embora seja possível encontrar indivíduos da mesma espécie na Europa, Ásia e América do Norte, o gigantesco exemplar do Oregon é único em tamanho e impacto. Seu crescimento lento, porém implacável, faz dele uma força silenciosa, moldando o ecossistema ao longo de milênios.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

Próximo post
Foto: pikisuperstar/Freepik

Casas pré-montadas viram a tendência para 2026 e custam menos de R$ 90 mil

Confira!

aniversário

O que significa quando uma pessoa não gosta de comemorar o próprio aniversário, segundo a psicologia

01/01/2026
Imagem: freepic.diller/Freepik

Ajudar o garçom a organizar a mesa pode parecer gentileza, mas revela algo profundo sobre você

01/01/2026
Foto: José Cruz/Agência Brasil

PRF muda a velocidade máxima para trafegar em rodovias no Brasil

01/01/2026
  • Contato

Diário do Comércio | Mix

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Diário do Comércio | Mix