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Quem sofre com essa doença tem mais chance de infartar, revela estudo

Por Pedro Silvini
03/02/2026
Em Geral
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Pressão Alta no Brasil

(Reprodução/Getty Images)

Pessoas com doença renal crônica têm um risco significativamente maior de sofrer infarto e insuficiência cardíaca, e agora cientistas afirmam ter encontrado uma explicação direta para essa ligação. Um estudo publicado na revista científica Circulation revelou que rins doentes liberam partículas microscópicas tóxicas na corrente sanguínea, capazes de provocar danos graves ao coração.

A descoberta ajuda a esclarecer um mistério que há anos intriga a medicina: por que pacientes com problemas renais frequentemente morrem por complicações cardiovasculares, mesmo quando outros fatores de risco estão controlados. As informações foram destacadas pelo The Washington Post.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da UVA Health e do Mount Sinai, que identificaram o papel das chamadas vesículas extracelulares circulantes. Essas partículas são produzidas naturalmente pelas células e funcionam como mensageiras no organismo.

No entanto, em pessoas com doença renal crônica, essas vesículas passam a transportar microRNAs tóxicos, capazes de causar inflamação e lesões no tecido cardíaco.

“Sabíamos que rim e coração estavam conectados, mas não entendíamos exatamente como essa comunicação causava tanto dano”, explicou a médica e pesquisadora Uta Erdbrügger, da Universidade da Virgínia. “Agora mostramos que essas partículas saem do rim e chegam diretamente ao coração, onde se tornam tóxicas.”

(Reprodução/Unsplash)

Evidências em laboratório e em pacientes

Em testes realizados com camundongos, os cientistas conseguiram bloquear a circulação dessas vesículas, o que resultou em melhora significativa da função cardíaca e redução dos sinais de insuficiência cardíaca.

Além disso, análises de sangue mostraram que essas partículas nocivas estavam presentes apenas em pacientes com doença renal crônica, e não em pessoas saudáveis.

O achado reforça que o dano ao coração não ocorre apenas por fatores indiretos, como hipertensão ou obesidade, mas também por um mecanismo específico provocado pelos rins doentes.

Impacto para diagnóstico e tratamento

A descoberta abre caminho para avanços importantes na medicina. No futuro, um exame de sangue poderá identificar quais pacientes com doença renal têm maior risco de desenvolver problemas cardíacos graves. Além disso, terapias voltadas a neutralizar ou bloquear essas vesículas tóxicas podem ajudar a prevenir infartos e insuficiência cardíaca.

“Doença renal e doença cardíaca costumam evoluir de forma silenciosa. Quando os sintomas aparecem, o dano já está avançado”, alerta Erdbrügger. “Detectar esse risco mais cedo pode salvar vidas.”

Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, a doença renal crônica afeta cerca de 35 milhões de pessoas no país e é comum entre pacientes com diabetes e hipertensão — justamente dois dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Para os pesquisadores, entender essa comunicação entre órgãos representa um passo decisivo rumo à medicina de precisão, oferecendo tratamentos mais eficazes e personalizados para pacientes renais e cardíacos.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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