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Fábrica histórica fundada nos anos 1950 anuncia fim das operações em 2026

Por Pedro Silvini
04/02/2026
Em Geral
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fábrica isover

(Reprodução/Folhapress)

Uma das fábricas mais antigas da zona sul de São Paulo, fundada na década de 1950, vai encerrar definitivamente suas atividades industriais em 2026. A unidade da Isover, empresa do grupo francês Saint-Gobain, deixará de produzir materiais de isolamento térmico e acústico em Santo Amaro até 31 de julho de 2026, conforme acordo firmado com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Companhia Ambiental do Estado (Cetesb).

O encerramento foi formalizado por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado em dezembro, que estabelece prazos, obrigações ambientais e penalidades em caso de descumprimento. Após o fechamento da fábrica, o espaço continuará operando apenas como centro de distribuição da marca.

A decisão ocorre após anos de reclamações de moradores da região, que relataram episódios recorrentes de poluição atmosférica, emissão de fumaça densa, forte odor e ruídos constantes — principalmente durante a madrugada. Segundo os relatos encaminhados aos órgãos ambientais, os impactos à saúde incluíam dificuldade para respirar, ardência nos olhos, irritação e ressecamento da pele, além de perturbação do sono.

As denúncias levaram o MPSP a instaurar um inquérito civil, enquanto a Cetesb aplicou multas e advertências à empresa por irregularidades relacionadas a odores e ruídos. Em março de 2023, moradores chegaram a protocolar uma petição solicitando a suspensão das emissões da fábrica.

O tema também foi debatido em audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo, realizada em junho, presidida pela vereadora Renata Falzoni (PSB). Na ocasião, moradores expuseram os impactos vividos no entorno da indústria, mas a empresa não enviou representantes.

Impacto social e compromisso ambiental

O fechamento da unidade deve afetar diretamente mais de 100 famílias de funcionários, além de milhares de trabalhadores indiretos ligados à cadeia produtiva. Segundo a Isover, o prazo até julho de 2026 foi definido justamente para reduzir os impactos sociais e econômicos da decisão.

O TAC prevê ainda a implementação de um plano de gerenciamento de áreas contaminadas. Caso as obrigações não sejam cumpridas, a empresa poderá ser multada em R$ 10 mil por dia. O acordo ainda passará pela análise do Conselho Superior do Ministério Público.

Em nota, o Grupo Isover afirmou que operou por mais de 70 anos no local e declarou ter atuado “em conformidade com a legislação e em sintonia com as melhores práticas”, além de buscar melhorias no relacionamento com a comunidade. A empresa destacou que, a partir de agora, o foco será cumprir o acordo, apoiar os trabalhadores afetados e manter o fornecimento de produtos aos clientes.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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