A PepsiCo, conglomerado responsável por marcas como Pepsi, Gatorade, Doritos, Cheetos, Lay’s, Ruffles, Tostitos e Mountain Dew, anunciou que vai alterar a fórmula de diversos produtos para retirar corantes artificiais derivados de petróleo. A mudança começa pelos Estados Unidos e, por enquanto, não se aplica ao mercado brasileiro.
A decisão ocorre após pressão regulatória e política no país. Em abril de 2025, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS) e a FDA (agência reguladora de alimentos e medicamentos) anunciaram um plano nacional para eliminar seis corantes sintéticos do sistema alimentar americano até o fim de 2027.
Entre os aditivos que serão gradualmente eliminados estão:
- Verde nº 3
- Vermelho nº 40
- Amarelo nº 5
- Amarelo nº 6
- Azul nº 1
- Azul nº 2
A FDA já havia revogado anteriormente a autorização do Vermelho nº 3 e também pretende remover regulações que permitem o uso de outros corantes, como Orange B e Citrus Red nº 2.
Atualmente, cerca de 40% dos produtos da PepsiCo ainda utilizam corantes sintéticos. A empresa afirma que pretende substituir a maior parte deles por corantes naturais nos próximos dois a três anos.
Quais produtos vão mudar primeiro
Segundo a companhia, as marcas Lay’s e Tostitos foram as primeiras a adotar a nova fórmula, com versões de batatas e tortillas produzidas com corantes naturais chegando em dezembro de 2025 nos Estados Unidos.
A empresa também anunciou versões sem corantes artificiais de Cheetos e Doritos, que passarão a integrar uma nova linha chamada “Simply NKD”. Apesar da retirada das cores artificiais, a promessa é manter sabor e intensidade semelhantes às versões tradicionais.

A mudança atinge também bebidas e outros snacks do portfólio da PepsiCo, como Gatorade e cereais.
Pressão regulatória e consumo mais consciente
O movimento ocorre em meio a uma campanha do governo americano para retirar corantes sintéticos da alimentação. Autoridades de saúde defendem que esses aditivos não agregam valor nutricional e podem representar riscos à saúde.
Ao mesmo tempo, a PepsiCo afirma que a decisão também responde a uma demanda crescente de consumidores por produtos considerados mais naturais e com menos ingredientes artificiais.




