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O que significa ainda tomar leite depois de adulto, segundo a ciência

Por Pedro Silvini
28/02/2026
Em Geral
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Leite

(Reprodução/IStock)

Beber leite sem desconforto depois da infância não é regra biológica e sim uma exceção genética. Segundo a ciência, a capacidade de consumir leite na vida adulta está ligada à chamada lactase persistente, condição em que o organismo continua produzindo a enzima lactase, responsável por digerir a lactose, principal açúcar do leite.

A maioria dos adultos no mundo não possui essa característica. Estima-se que cerca de dois terços da população global seja intolerante à lactose, ou seja, não produz quantidade suficiente da enzima após o período de amamentação.

Todos os bebês nascem com o gene responsável pela produção da lactase ativo. Isso é essencial para a digestão do leite materno. No entanto, após o desmame, ocorre um declínio fisiológico natural da atividade desse gene na maior parte das pessoas.

Em alguns indivíduos, porém, surgiram mutações genéticas — chamadas de polimorfismos — que mantêm o gene ativo mesmo depois da infância. Essa condição é conhecida como lactase persistente.

Sem a enzima, a lactose não é quebrada no intestino delgado e segue para o cólon, onde é fermentada por bactérias. O processo pode causar sintomas como:

  • Cólicas
  • Gases
  • Inchaço abdominal
  • Diarreia

Esse conjunto de sintomas caracteriza a intolerância à lactose.

Nem todo adulto deveria beber leite?

Por muitos anos, cientistas acreditaram que a capacidade de digerir leite na vida adulta teria surgido logo após os humanos passarem a domesticar animais e consumir leite, cerca de 6.000 a.C.

No entanto, um estudo publicado na revista Nature por pesquisadores das universidades de Bristol e University College London aponta outro cenário. A pesquisa indica que a tolerância à lactose se tornou comum cerca de 5 mil anos depois do início do consumo de leite — e que o hábito de beber leite, por si só, não explica o avanço genético.

Os cientistas utilizaram modelagens computacionais para analisar dados arqueológicos e genéticos e concluíram que o aumento da lactase persistente pode estar mais ligado a fatores como períodos de fome, doenças infecciosas e maior risco de desidratação — situações em que a digestão eficiente do leite poderia representar vantagem evolutiva.

Diferenças pelo mundo

A distribuição da lactase persistente varia bastante entre populações. Em partes do norte da Europa, como na Alemanha atual, cerca de 90% dos adultos conseguem digerir lactose. Já em regiões da Ásia, África e América do Sul, a intolerância é muito mais comum.

Uma das variantes genéticas associadas à persistência da lactase é a rs4988235, que teria surgido há cerca de 10 mil anos no Oriente Médio antes de se espalhar pela Europa.

Os seres humanos estão entre os poucos animais que podem continuar consumindo leite após o período de amamentação e isso só é possível graças a essa mutação genética.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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