O furacão Melissa entrou para os livros de meteorologia ao ser oficialmente reconhecido como um dos mais potentes já registrados no Oceano Atlântico. Segundo relatório final divulgado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), a tempestade atingiu ventos máximos sustentados de 190 mph, cerca de 305 km/h, no fim de outubro de 2025.
Com a marca, Melissa empata no topo do ranking histórico com o furacão Allen, de 1980, que também alcançou ventos na faixa de 305 km/h. Ambos passam a figurar como os ciclones mais intensos já observados na bacia atlântica em termos de vento sustentado.
Melissa se intensificou rapidamente e atingiu a categoria 5 em 27 de outubro de 2025. Antes mesmo da chegada ao continente, o NHC emitiu alertas contundentes nas redes sociais: “Ventos catastróficos, inundações repentinas e marés de tempestade estão ocorrendo na ilha. Esta é uma situação extremamente perigosa e com risco de vida! Proteja-se agora”.

A Jamaica foi um dos países mais afetados. Segundo a Cruz Vermelha, ao menos 1,5 milhão de pessoas — cerca de metade da população da ilha — sofreram impactos diretos ou indiretos da tempestade. Três mortes foram registradas ainda durante as tempestades que antecederam a chegada do furacão.
De acordo com especialistas, Melissa foi o furacão mais forte a atingir a Jamaica desde o início dos registros oficiais, há 174 anos. Após devastar partes da ilha, o sistema avançou pelo Caribe, alcançando Cuba, Bahamas, República Dominicana e Haiti.
Resposta internacional e alerta climático
Diante da magnitude do desastre, a Organização das Nações Unidas (ONU) ativou uma resposta humanitária em larga escala, com apoio logístico, ajuda financeira e coordenação entre agências internacionais.
À época, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou “profunda preocupação” com os impactos do fenômeno, classificando-o como “uma das tempestades mais destrutivas já registradas”. Ele reforçou que a prioridade era salvar vidas e garantir acesso humanitário às comunidades atingidas.
Embora Melissa tenha alcançado 305 km/h, apenas nove furacões na história do Atlântico registraram ventos superiores a 280 km/h, o que coloca o fenômeno entre os eventos meteorológicos mais extremos já monitorados.




