O jornalista César Tralli surpreendeu o público ao deixar a tradicional bancada do Jornal Nacional para apresentar o telejornal diretamente de uma área atingida pelas fortes chuvas em Minas Gerais. Na última semana, o âncora apareceu diante das câmeras com um visual mais informal e fora do estúdio, conduzindo a edição do noticiário a partir de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.
Tralli apresentou o programa do terraço de uma casa localizada no bairro Parque Jardim Burnier, uma das regiões mais afetadas pelos temporais e deslizamentos que atingiram a cidade. A iniciativa teve como objetivo mostrar de perto os impactos da tragédia e reforçar a cobertura jornalística no local.
As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata deixaram um rastro de destruição em diversas cidades. Até o fim da semana passada, pelo menos 64 mortes haviam sido confirmadas em municípios como Juiz de Fora e Ubá, além de cinco pessoas desaparecidas. Milhares de moradores também ficaram desalojados ou desabrigados.
Durante a quarta e a quinta-feira da semana da tragédia, Tralli comandou o Jornal Nacional ao vivo diretamente do bairro atingido. Na sexta-feira, ele retornou ao Rio de Janeiro, de onde voltou a apresentar o telejornal do estúdio da emissora.
Mesmo após a intensa cobertura, o jornalista permaneceu na bancada no sábado para cumprir o plantão do fim de semana. Na ocasião, também realizou entradas extras ao vivo após o encerramento do noticiário para atualizar o público sobre acontecimentos internacionais, incluindo a repercussão de ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Reconhecimento e reflexão pessoal
A atuação do jornalista também repercutiu nas redes sociais. A apresentadora Ticiane Pinheiro, esposa de Tralli, publicou uma mensagem emocionada após assistir à edição do telejornal durante a cobertura da tragédia.
“Chorei assistindo ao JN. Que tristeza, meu Deus!”, escreveu ela em uma publicação, na qual também destacou o orgulho pelo trabalho do marido e da equipe de jornalismo da emissora.
Dias depois, o apresentador compartilhou nas redes uma reflexão pessoal inspirada em ensinamentos de sua mãe, Edna Tralli, que morreu em 2022. Ao comentar o sofrimento visto durante a cobertura em Minas Gerais, ele destacou a importância de valorizar o tempo ao lado das pessoas próximas.
“Eu sempre acreditei que a vida não é quantidade, é qualidade. Dez minutos podem valer por um mês ou por um ano”, afirmou o jornalista.




