O nome da empresária Anita Harley, até então desconhecido, tornou-se objeto de fascínio para muitos brasileiros recentemente, graças ao documentário da Globoplay, O Testamento: O Segredo de Anita Harley. A produção, atualmente em primeiro lugar no Top 10 de mais vistos da plataforma, relata a disputa jurídica pela fortuna bilionária de Harley, que já está em coma há dez anos.
A disputa judicial envolvendo fortuna da empresária Anita Harley
A empresária, que é a maior acionista da rede varejista Pernambucanas, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em 2016, e está em coma desde então. Apesar de ainda viva, a empresária obviamente não está em condições de gerir seus próprios bens, por isso foi necessário que alguém assumisse a curatela dos bens e negócios da empresários. E é nesse ponto que a história se complica (e vira tema do documentário da Globoplay).
Em documento assinado em vida em 1999, a própria empresária nomeou como curadora sua secretária de confiança, Cristine Rodrigues, que assumiu então a administração dos bens de Anita. Mas aí entra a reviravolta.
Sônia Soares, conhecida como Suzuki, apresentou-se na justiça alegando que era a esposa da empresária e contestando a curatela de Cristine. Suzuki era descrita como funcionária de Anita, uma “dama de companhia”, que viveu com a empresária na mansão em Aclimação, bairro de São Paulo. Esse imóvel, de R$ 50 milhões, é parte da disputa.
Além de tudo isso, Suzuki tem um filho biológico: Arthur Miceli, que foi reconhecido pela Justiça como filho socioafetivo* de Anita Harley e, portanto, seu único herdeiro direto.
*Ou seja: a Justiça reconhece que, mesmo sem ser filho biológico da empresária, Anita teria criado ele como seu.




