A montadora alemã Porsche anunciou uma forte redução nos preços de seus veículos na Argentina, após a aprovação de uma reforma que eliminou o imposto interno aplicado a carros de alto valor. Em alguns modelos, o desconto pode chegar a cerca de US$ 128 mil (aproximadamente R$ 667 mil), como no caso do esportivo Porsche 911 Turbo S.
A queda nos valores já aparece no configurador oficial da marca no país e passa a valer para consumidores argentinos a partir de abril de 2026, refletindo diretamente as mudanças fiscais aprovadas pelo governo.
Com a retirada do chamado “imposto ao luxo”, vários veículos da marca tiveram reduções relevantes nos preços. Nos modelos da linha 911, por exemplo, a queda média é de aproximadamente 19%.
Com isso, o Porsche 911 Carrera passa a ter preço inicial de US$ 266.700, enquanto o 911 Carrera 4S parte de US$ 334.800. Já o 911 Turbo S, um dos modelos mais potentes da marca, agora tem valor inicial de cerca de US$ 554 mil, após a redução.
Entre os esportivos mais radicais da linha, o 911 GT3 aparece com preço inicial de US$ 437.300 no mercado argentino.

SUVs da marca também ficaram mais baratos
Os modelos utilitários esportivos da Porsche também foram afetados pela redução tributária. Os SUVs Macan e Cayenne registraram cortes médios próximos de 15%.
Com isso, o Macan T passa a ter preço inicial de cerca de US$ 118 mil, enquanto o Cayenne Coupé começa em US$ 162.800.
Outras linhas da marca também tiveram ajustes. Os modelos Panamera e Taycan, por exemplo, registraram reduções médias próximas de 18%.
Mudança fiscal movimenta mercado automotivo
A redução de preços ocorre após o Senado argentino aprovar uma reforma que eliminou os impostos internos sobre veículos de alto valor, medida que vinha impactando diretamente o preço de carros premium no país.
Além da Porsche, outras montadoras também anunciaram ajustes nas tabelas. A Ford, por exemplo, aplicou reduções que chegam a 30% em alguns modelos, enquanto a Audi divulgou cortes médios de 12,3% em veículos afetados pela mudança tributária.
A reforma também prevê uma cota de 10 mil veículos sem tarifa de importação, resultado de um acordo comercial entre Argentina e Estados Unidos.
Segundo especialistas do setor, o objetivo da mudança é normalizar os preços do mercado automotivo e estimular a venda de veículos, após anos marcados por elevada carga tributária sobre carros de luxo.




