Entre muitos outros sintomas, um dos efeitos temidos da menopausa é que a queda do estrogênio favorece o acúmulo de gordura abdominal, o que pode resultar em um ganho de peso (principalmente para quem continua com os mesmos hábitos de antes da menopausa). Com esse efeito, muitas mulheres acabaram recorrendo às canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, para “recuperarem” o corpo antigo.
Antes de tudo, precisamos destacar que o aumento de gordura abdominal está longe de ser um problema puramente estético. A gordura nessa região aumenta bastante o risco de problemas cardiovasculares, além de questões em órgãos como o fígado e o pâncreas.
Quando o assunto é saúde cardiovascular, estudos apontam que o Ozempic e outros medicamentos que emulam o hormônio GLP-1 ajudam a reduzir o risco de eventos cardiovasculares. O que explica esse benefício é que eles inibem o acúmulo de gordura visceral (abdominal).
Outro ponto que pode ser usado a favor do Ozempic (e variantes) na menopausa é que esse período é um fator de risco para diabetes, e os análogos do GLP-1 são, originalmente, tratamentos para a diabetes.
Existe algum risco em usar o Ozempic e outras canetas na menopausa?
Em qualquer fase da vida, emagrecer muito rapidamente, sem alimentação adequada ou rotina de exercícios, vai ser prejudicial. Principalmente porque, ao emagrecer, as mulheres vão perder massa muscular, um processo natural da idade e que, além de reduzir a força, causa outros problemas.
Além disso, Helena Hachul, ginecologista do Einstein, aponta à revista CLAUDIA que um tratamento inadequado também pode impactar a saúde óssea, que já fica fragilizada na menopausa por causa da falta do estrogênio. Combinando os dois problemas, o risco de um tombo bobo virar um problema maior aumenta muito.




