Os três maiores bancos privados do País aceleraram o fechamento de agências ao longo de 2025, movimento que reflete o aprofundamento das estratégias de eficiência operacional diante da concorrência crescente das fintechs.
Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil encerraram unidades
Dados consolidados mostram que Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil encerraram 938 unidades no ano passado, chegando a dezembro com 4.878 estabelecimentos. O número supera as mais de 800 agências fechadas em 2024 e indica uma reconfiguração estrutural do setor financeiro.
Conforme divulgou a Coluna do Broadcast, do Estadão, no início de fevereiro, a redução da capilaridade física está inserida em um esforço mais amplo das instituições para reduzir custos e fazer frente à expansão das contas digitais, que avançam especialmente no segmento de baixa renda.
Para isso, os bancos ampliaram investimentos em tecnologia e simplificaram a experiência digital. O Itaú, que fechou 319 agências e terminou o ano com 1.953 unidades, investiu R$ 11,7 bilhões em tecnologia em 2025, alta de 18,2%. A instituição concluiu a migração de 15 milhões de clientes que utilizavam diferentes plataformas, como Itaú Cartões e Iti, para um único superaplicativo.
Dados da Contraf-CUT, divulgados em março de 2026, apontam que o Itaú encerrou o ano de 2025 com 82.693 trabalhadores no Brasil, após eliminar 3.535 postos de trabalho em 12 meses, sendo 916 apenas no último trimestre.
Santander e Bradesco
O Santander Brasil, por sua vez, reduziu sua rede em 323 agências, encerrando 2025 com 916 unidades, além de cortar 256 postos de atendimento. O banco também transferiu 15 milhões de clientes para o aplicativo One App, que concentra os serviços financeiros.
Já o Bradesco encerrou o ano com 2.009 agências, uma redução de 296 unidades. O banco está no terceiro ano de um plano de reestruturação que tem a digitalização como eixo central. Dados da instituição mostram que 44% do crédito concedido em 2025 foi originado por canais digitais.
A reconfiguração do setor, divulgada pela Coluna do Broadcast, do Estadão, evidencia que a redução da capilaridade física é acompanhada por investimentos robustos em plataformas digitais.




