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Fim da harmonização facial: Justiça proíbe biomédicos de realizarem procedimentos estéticos

Por Pedro Silvini
19/03/2026
Em Geral
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harmonização facial

(Reprodução/Unsplash)

A Justiça Federal manteve a proibição para que biomédicos realizem procedimentos estéticos invasivos no Brasil. A decisão foi confirmada pela 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que rejeitou recurso do Conselho Federal de Biomedicina (CFBio) e anulou uma resolução que autorizava esse tipo de atuação.

Com isso, práticas como aplicação de toxina botulínica (botox), intradermoterapia, carboxiterapia e laserterapia deixam de poder ser realizadas por esses profissionais de forma autônoma.

O tribunal seguiu o entendimento da primeira instância, que considerou que a resolução do CFBio ultrapassava os limites legais da profissão. Segundo o relator do caso, desembargador federal José Amilcar de Queiroz Machado, a legislação vigente não autoriza biomédicos a executarem procedimentos invasivos, mesmo que com finalidade estética.

A decisão também se baseia na chamada Lei do Ato Médico, que estabelece que procedimentos invasivos são de competência exclusiva de médicos.

Limites da atuação profissional

De acordo com a Justiça, conselhos profissionais não podem ampliar atribuições por meio de resoluções que contrariem a legislação. No caso da Biomedicina, a atuação é reconhecida como essencial na área da saúde, principalmente em atividades como:

  • Análises clínicas
  • Diagnóstico laboratorial
  • Pesquisa científica
  • Biotecnologia

No entanto, essas funções são consideradas complementares e não incluem a realização de intervenções estéticas invasivas.

Impacto na área estética

A decisão foi comemorada por entidades médicas, que defendem que procedimentos desse tipo exigem formação específica em anatomia, fisiologia e manejo de complicações, adquirida ao longo da formação médica.

Na prática, o entendimento reforça que tratamentos estéticos invasivos devem ser realizados exclusivamente por médicos, com o objetivo de garantir maior segurança aos pacientes.

A decisão foi unânime e passa a valer em todo o país, consolidando um marco jurídico sobre os limites de atuação na área estética.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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